Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

À Bientôt, Nathalie

Hoje à noite, sairei pela última vez com Nathalie, minha amiga francesa que conheci logo que cheguei em Montreal. Depois de quase um ano de convivência, amanhã ela volta definitivamente para Paris. Assim como eu, Nathalie chegou no Quebec sozinha, de mala e cuia e aqui desembarcou em 9 de julho de 2008, se não estou enganada. Encontramo-nos pela primeira vez no grupo de conversação inglês-francês e rapidamente nos identificamos.
Desde então, nos tornamos parceiras nas aventuras pelo Quebec, desbravamos a cidade, saímos em busca de novas amizades, passamos pelas quatro estações e principalmente enfrentamos corajosamente o frio mortal de Montreal, além, é claro, de compartilhamos nossas experiências e dúvidas tão comuns quando se está num país estranho. Nathalie foi, sem dúvida, a pessoa com quem realmente consegui romper a barreira das relações superficiais e estabeleci um vínculo de amizade. Foi minha companheira de viagem, minha copine.
Por tudo isso, não estou triste com sua partida. Claro, as despedidas nunca são fáceis, mas entre as milhares de coisas que tenho vivenciado por aqui, aprendi que o desapego talvez seja uma das mais marcantes. Afinal, pessoas interessantes cruzam seu caminho, ficam um tempo precioso na sua vida e depois vão embora fazendo planos de se encontrarem em breve em qualquer outro canto do planeta. E assim selamos nosso voto de amizade e nos despedimos com um singelo à bientôt.

Nathalie em momento zen poucos meses depois que nos conhecemos no Quebec

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Vai Tudo Bem

Por aqui, tudo segue com tranquilidade. Prestes a completar um ano em Montreal este mês, diria que depois de um certo tempo, a vida ganha uma rotina, entra nos eixos e as novidades, que antes pipocavam neste blog, tornam-se mais raras. Eis a razão pela qual tenho me ausentado com mais frequência neste espaço, porque nem sempre considero interessante e muito menos inspirador, pelo menos para mim, contar detalhes que sob meu ponto de vista se tornaram corriqueiros.
Isso significa dizer que em casa, vai tudo bem com Ginette. Depois de oito meses dividindo o mesmo teto, acho que conseguimos estabelecer uma relação mais confiável e civilizada. Claro, morar com outra pessoa nunca é fácil, mas dia desses me dei conta de que nossa convivência caminhava bem quando ela expressou sua satisfação ao dizer que me considerava uma pessoa séria e cuja conduta era impecável.
Enquanto a paz reina no nosso lar, Gigi segue firme e forte no seu plano de ataque para encontrar outro namorado. Sim, trata-se de verdade de um plano de ataque, pois posso dizer que minha locatária vai literalmente à luta quando o assunto é conquistar um homem. Vale até investir em livros de auto-ajuda, comprar roupas, participar de palestras de psicólogos-gurus- conselheiros amorosos e, conforme ela mesma não cansa de repetir, lançar mão de uma lista de virtudes que o futuro candidato deve preencher.
Morro de rir quando ela repete: "ele (o futuro namorado) me parece ser interessante, mas ainda tenho algumas coisas para validar". Pois é, lista de supermercado é pouco para Ginette. Pobre daquele que se encantar por Gigi, pois a mulher é osso duro de roer.
No trabalho, sigo com minhas atividades, apesar da crise anunciada e a onda de demissões que assolou a empresa alguns meses atrás. Continuo por aqui, esperando tomar uma bota, mas enquanto isso não acontece, coloco em ação os neurônios Tico e Teco, pois definitivamente não é preciso mais do que isso para executar as tarefas pelas quais sou responsável.
Nas ruas, o verão ainda não deu as caras. O mês de julho está aí mas a chuva tem nos acompanhado desde abril! Ok, sei que não me canso de queixar do clima por aqui, mas confesso que é um duro golpe no ânimo a ausência de sol por tão longo período. Afinal, de outubro a março fez frio e, de abril até agora, chuva todos os dias, céu cinza e temperaturas amenas, para não dizer, frias.
Enquanto aguardo o calor chegar (se é que um dia ele chegará), continuo batendo pernas por Montreal. Desta vez, conhecendo melhor os lugares, ruas e referências. A cidade me parece bastante familiar. Por esses dias, idas e vindas ao Festival Internacional de Jazz, afinal, como terminei meu curso de ingles na McGill, tenho as noites livres para aproveitar as atividades de verão. Enfim, vai tudo bem, apesar das saudades de casa (sinto falta de Sampa!!!) e da solidão, que às vezes aperta.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Chuva

Chove, chove, chove sem parar há uma semana em Montreal. Seria este o verão tão esperado e desejado pelos quebequenses?

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Fim de Curso

Daqui a pouco, farei a última prova de inglês da Universidade McGill, encerrando, assim, o curso intensivo de verão. Depois, retorno somente em setembro, quando recomeça o ano escolar.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Jazz

Começa amanhã o Festival Internacional de Jazz de Montreal. Para inaugurar esta que será a 30a edição do evento, nada menos que Stevie Wonder. Apesar da chuva que cai por aqui desde o final de semana passado e não dá sinais de que vai cessar até quinta-feira, a cidade está animada. Desde hoje, o metrô começou a anunciar que devido ao excesso de usuários no sistema de transporte previsto para amanhã, a circulação de bicicletas nos trens do metrô está proibida durante todo o dia.
Para saber mais: www.montrealjazzfest.com

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Passa Rápido

Hoje completo 11 meses em Montreal. Passa muito, mas muito rápido!

Sertão Nordestino

Os termômetros marcam 29 graus, mas a sensação térmica é de 36 graus!!!!! O calor do sertão nordestino chegou ao Quebec.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Viva!!!

Hoje é dia da Festa Nacional do Quebec e este blog completa um ano

Domingo, 21 de Junho de 2009

Verão

Começa hoje o verão

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Passagem Aérea

A fatura do cartão crédito chegou hoje e com ele a cobrança da minha passagem área para o Brasil. Viajo somente em dezembro, mas antecipei-me na compra do bilhete para conseguir preços mais em conta.
Para quem não sabe, uma passagem de Montreal com escala em Toronto e depois rumo a São Paulo, custa, no período de festas do final de ano, cerca de 1300 a 1400 dolares canadenses.
Considero um preço bastante salgado, mas ainda assim é mais em conta do que as passagens com destino às outras capitais brasileiras que, em muitos casos, passam necessariamente por São Paulo para continuar sua rota.
O passagem aérea que comprei agora custou 1084,40 dólares canadenses, já incluídas todas as taxas. Foi o melhor preço que encontrei no site Expedia.com, voando Air Canada para uma viagem cuja data de embarque está marcada para 21 de dezembro. Havia a opção de comprar o bilhete pelas companhias aéreas norte-americanas, que sempre oferecem preços mais vantajosos.
No entanto, como meu visto expira algumas semanas antes da minha partida e teria de desembolsar mais dinheiro para renová-lo, encarar o processo burocrático na embaixada dos Estados Unidos e ainda correr o risco de me ver exposta aos constragimentos que podem ocorrer no aeroportos americanos quando passamos pela imigração, achei por bem desembolsar um pouquinho mais e me livrar dos aborrecimentos. Melhor mesmo é sair e entrar pelo Canadá usando meu visto de residente permanente.
No mais, resta-me esperar os seis longos meses que vem pela frente e torcer para que nenhum imprevisto irremediável atrapalhe meus planos de viagem, pois assim chegarei a tempo para o peru de Natal e a champanhe do Réveillon.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Lá Vem o Sol


Devagarzinho o sol vai chegando!

Domingo, 14 de Junho de 2009

Parc National Mont Saint Bruno

Da esq. para a dir, Clavelle, Samir et Nathalie.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Propaganda Enganosa para Atrair Imigrantes

Dizem os especialistas do tempo que o verão este ano será mais ameno e fresco. Tenho até medo de pensar o que eles consideram como ameno, já que a uma temperatura de 8 ou 9 graus eles vestem short, camiseta e chinelos. Da minha parte, acho que o povo daqui está me enrolando, pois apesar de o verão do ano passado não ter sido muito bom, por conta das chuvas, muitos me animam e desde março explicam que o tempo vai melhorar. Até agora, não senti nada.
Por enquanto, chove há pelo menos um mês, com pequenas aberturas de sol de tempos em tempos, mas a lufada de ventro frio desanima até mesmo os mais otimistas. Começo a desconfiar que aqui não existe sol nenhum e essa história que nos contam sobre as quatro estações bem definidas do Quebec deve ser propaganda enganosa do governo para atrair imigrantes. Desconfiada dessa jogada de marketing, sempre que alguém comenta sobre a chegada do verão, sou a primeira a fazer a antipropaganda e anuncar que ele nunca virá. Estou pensando em usar o argumento do clima para pedir um reembolso ao governo. Será que ganho a causa?

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Bambu

Você percebe que seu colega de trabalho está mais à vontade contigo quando lança um comentário totalmente fora do contexto e depois prepara a fatídica pergunta. Pois bem, acho que assim tem sido com Mehdi, o colega de trabalho com quem mais converso e o único que me convida para almoçar.
Hoje, voltando do horário do almoço, ele tascou a pergunta: "você pratica algum esporte, alguma atividade física?". Respondi que quando estava no Brasil comecei a fazer caminhada e a correr, mas desde que cheguei aqui, havia parado.
Aproveitando o gancho, ele engatou: "ah, porque eu acho você muito magra". Eu retruquei: "você acha mesmo?" Sem se fazer de rogado, ele insistiu: "sim, você é bem magra". Bom, para uma pessoa como eu que gostaria de ser um pouco mais rotunda e desde que desembarcou em Montreal acredita ter engordado (nunca me pesei por aqui) uns dois ou três quilinhos, o comentário de Mehdi não soou como um elogio.
Ao enfatizar que eu sou beeeeem magra e insinuar que uma atividade física poderia me ajudar a ganhar um pouco mais de forma e sustança, me dei conta de que se não tomar cuidado, posso ser confundida com um bambu e ser arrastada pelos ventos fortes que sopram no Quebec. No final das contas, nem ligo tanto para o comentário de Mehdi, porque nem me considero tão magra assim e tenho certeza que engordei um pouco. Ah, me poupe, logo um homem fazer um comentário desses!!!!

Procriar e Povoar

O aumento do número de imigrantes não impedirá o declínio da população do Quebec. Ao contrário, poderá até mesmo acentuá-lo. É o que afirma Guillaume Marois em seu mestrado sobre demografia, pela Universidade de Montreal.
Segundo dados publicados hoje no jornal Métro, distribuído diariamente nas estações de metrô de Montreal, o Quebec acolheu em 2006, 45 mil imigrantes, 50% a mais que em 2000. Para o triênio 2008-2010, a previsão era de receber 50 mil imigrantes em 2008 e 55 mil em 2010. Esse aumento, de acordo com a ministra da imigração e das comunidades culturais, Yolanda James, tem como objetivo retardar o declínio da população.
Essa afirmação, porém, é contestada por Guillaume Marois. "O critério mais importante em matéria de substituição da população é o índice sintético de fecundidade (ISF). Calcula-se que cada mulher deve ter, em média, 2,1 filhos para que seja possível a renovação da população. No Quebec, no entanto, o ISF é de apenas 1,6 filhos. SE continuar nesse ritmo, a população começará a decrescer em 2035", afirma Marois.
Para explicar sua tese, Marois acredita que a idade média dos imigrantes que chegam ao Quebec é elevada (30 anos) e que boa parte dos que aqui desembarcam não terão filhos. Além disso, uma grande proporção dos imigrantes (até 20%, de acordo com algumas estimativas) decidem deixar o Quebec assim que seu estatuto é regularizado.
Some-se a isso o fato de que muitos imigrantes acabam adotando rapidamente os hábitos do seu novo país em matéria de natalidade, ou seja, têm menos filhos do que se estivessem em seu país de origem. Resultado: a taxa de fecundidade continua a mesma, com ou sem imigrantes.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Sem Pretensões

O final de semana começou sem muitas pretensões ou grandes planos, apenas um convite para a festa de Alicia, pianista norte-americana que descobriu a música brasileira e desde então tem verdadeiro amor pelo Brasil. Chegou ao ponto de me dizer que nasceu no lugar errado, pois sua alma é brasileira. Fala português e aprendeu o idioma de tanto ouvir as músicas brasilerias, sabe sambar, dançar forró, guarda uma bandeira do Brasil em casa e tem um gosto pelas músicas brasileiras bastante apurado.
Conheci-a no final de semana passado e desde então ela havia me convidado para uma pequena reunião em sua casa. Claro, foi bastante agradável, conheci outras pessoas que também gostam bastante do Brasil e fiquei por ali, jogando conversa fora até tarde com Alicia.
A festa começou à noite, mas até chegar lá, várias surpresas se anunciaram no meio do caminho. De manhã, telefonema de Ale, minha amiga de Nova York. Ficamos três horas falando ao telefone. Conversamos tanto, tanto e ainda ficou assunto pendente. Depois, visita surpresa de Nathalie e Edith, que estavam no meu bairro andando de bicicleta e aproveitaram para me dar um alô. Em seguida, outra ligação, desta vez de Martin. Bom, ainda não o conheço pessoalmente, mas a gente se fala por telefone. Enfim, longa história, um dia talvez conte detalhes.
Recebi também outra chamada de Adriana, me convidando para a Festa da Cerveja que terminou hoje em Montreal. Como já tinha a festinha da Alicia programada, combinei que falaria com Dri mais tarde para saber onde ela e Leticia, outra amiga brasileira, estariam. Acabei dando os canos nas meninas, pois fiquei até bem mais tarde do que o previsto conversando com Alicia. Quando voltei para casa, recado de Kais, argelino que conheci há alguns finais de semana. Estamos tentando nos falar, mas ainda não conseguimos ajustar nossos ponteiros, pois ou eu não estou em casa, ou o celular dele está na caixa postal. Não tenho celular e confesso que estou gostando muito dessa experiência de não ter um telefone.
Para terminar o final de semana, hoje fizemos um piquenique no canal Lachine. A idéia partiu de Samir e fomos eu, Nathalie, Akim, Steve e Clavel com nossas comidinhas. Tudo bem, o tempo não ajudou, fez frio e ameaçou chover, mas nosso piquenique foi farto e divertido. Vamos repetir a dose quando o sol se manifestar de verdade.

Eu (à dir) e Nathalie em momento desfile de moda primavera-verão para apresentar a coleção piquenique no parque. Ao fundo, o canal Lachine.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Vontade

Vontade de comer arroz doce ou pamonha. Sim, me contentaria com um ou outro doce. Calma, não estou grávida e muito menos as guloseimas me seduzem. Mas, em pleno início da TPM, a fissura por doce aparece. Também aceitaria comer bolo de fubá ou de laranja acompanhado de uma grande xícara de café e, para arrematar, chocolate Bis. Então, me diga, a vontade não é assim, sempre aparece quando você sabe que não pode saciá-la?

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

O Que É, O Que É...

O que é, o que é: custa 2,50 dólares, deveria servir para fazer chamadas internacionas sem pagar taxas, mas no final você descobre que não consegue completar nenhuma ligação para o Brasil. Se você respondeu Cartão Telefônico Internacional, parabéns, você acertou!!!!!!!

A Repercussão da Tragédia

Os jornais locais publicaram a notícia um ou dois dias depois de ter acontecido o acidente aéreo com a aeronave da Air France, no último domingo. Desde então, não se fala em outra coisa. A cobertura da mídia impressa montrealaise não difere muito do que vem sendo noticiado pela imprensa brasileira, até mesmo por conta da ausência de informações concretas.
Entre os estrangeiros, escuto, aqui e ali, conversas sobre a catástrofe. Hoje mesmo, vi um colega venezuelano do curso de inglês tentando explicar, com giz em punho e em frente ao quadro negro, a possível rota do acidente e suas causas. Por se tratar de uma tragédia ocorrida com um vôo que partiu do Brasil, perguntas não me faltam.

Abusos Sutis e o Risco de Virar um Criado-Mudo

Há alguns meses, comentei neste blog sobre dois quadrinhos que Ginette, minha locatária, mantinha orgulhosamente pendurados na parede do meu quarto. Nunca gostei deles e, sem o menor pudor, tirei-os do meu campo de visão, escondi-os no fundo de uma gaveta. Afinal, imaginava que o quarto era um dos únicos refúgios sagrados onde poderia pelo menos escolher o que fazer.
Outro dia, porém, demorei para perceber, mas quando me dei conta lá estavam os quadrinhos novamente pendurados na mesma parede, do mesmo jeito. Sim, Ginette entrou no meu quarto para pegar um dicionário de francês e aproveitou para colocar, por conta própria, os quadros no lugar de sempre. Eles continuam lá, empobrecendo o ambiente cuja decoração já não é um primor.
Depois, com a proximidade do verão, cheguei em casa numa tarde ensolarada e percebi que as janelas do meu quarto com vista para a varanda estavam abertas. Ginette, sorridente, apenas disse que abriu portas e janelas para arejar a casa. Esperei um pouco e avisei que cerraria as ventanas, pois para mim o vento que sopra atravessado ainda gela as minhas orelhas.
Hoje, novamente depois de chegar em casa, vi que tinha um vasinho de flores sobre a minha cômoda. Até fiquei contente porque pensei que elas eram naturais, mas quando toquei as pétalas soube que mais artificial, impossível. Eu sei, são detalhes tolos, sem importância e talvez concorde que haja uma certa implicância da minha parte. Mas, não posso deixar de perceber que esses gestos aparentemente fofos escondem abusos sutis e mostram quão frágil é para algumas pessoas a noção de educação, boa convivência e respeito pelo espaço alheio, especialmente quando essas "gentilezas" são oferecidas pelo dono da casa para o seu locatário, com quem divide o mesmo espaço.
Da minha parte, sei sim que preciso ser clara quanto às regras de locação, mas confesso que não me sinto nenhum pouco à vontade para tanto. Na verdade, nem me importo muito com vasinhos, janelas abertas ou quadros medonhos na parede, apenas gostaria que isso me fosse informado ao invés de tais mudanças acontecerem sempre na minha ausência, quase às escondidas. Você chega em casa e... surprise!!!!
São relações comerciais num ambiente onde se imagina um espaço mais intimista , mas que se você não tomar cuidado, corre o risco de um belo dia se ver transformado numa espécie de criado-mudo enfeitando um décor para lá de démodé.

Imagens do vasinho de flores artificiais que são bonitinhas, eu concordo. E para quem não se lembra dos tais quadrinhos, voilà!!! A imagem é pequena, quase imperceptível, mas para mim sempre me passa a sensação de pinturas de casas mal assombradas. Talvez por isso minha implicância, porque dou de cara com eles quando acordo. Medo, medo total!!!!!