Hoje à noite, sairei pela última vez com Nathalie, minha amiga francesa que conheci logo que cheguei em Montreal. Depois de quase um ano de convivência, amanhã ela volta definitivamente para Paris. Assim como eu, Nathalie chegou no Quebec sozinha, de mala e cuia e aqui desembarcou em 9 de julho de 2008, se não estou enganada. Encontramo-nos pela primeira vez no grupo de conversação inglês-francês e rapidamente nos identificamos.
Desde então, nos tornamos parceiras nas aventuras pelo Quebec, desbravamos a cidade, saímos em busca de novas amizades, passamos pelas quatro estações e principalmente enfrentamos corajosamente o frio mortal de Montreal, além, é claro, de compartilhamos nossas experiências e dúvidas tão comuns quando se está num país estranho. Nathalie foi, sem dúvida, a pessoa com quem realmente consegui romper a barreira das relações superficiais e estabeleci um vínculo de amizade. Foi minha companheira de viagem, minha copine.
Por tudo isso, não estou triste com sua partida. Claro, as despedidas nunca são fáceis, mas entre as milhares de coisas que tenho vivenciado por aqui, aprendi que o desapego talvez seja uma das mais marcantes. Afinal, pessoas interessantes cruzam seu caminho, ficam um tempo precioso na sua vida e depois vão embora fazendo planos de se encontrarem em breve em qualquer outro canto do planeta. E assim selamos nosso voto de amizade e nos despedimos com um singelo à bientôt. 
Nathalie em momento zen poucos meses depois que nos conhecemos no Quebec















Vontade de comer arroz doce ou pamonha. Sim, me contentaria com um ou outro doce. Calma, não estou grávida e muito menos as guloseimas me seduzem. Mas, em pleno início da TPM, a fissura por doce aparece. Também aceitaria comer bolo de fubá ou de laranja acompanhado de uma grande xícara de café e, para arrematar, chocolate Bis. Então, me diga, a vontade não é assim, sempre aparece quando você sabe que não pode saciá-la? 