quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Web

Participei da palestra sobre o curso de desenvolvimento de web site e comércio eletronico - multimidia. Gente, o bicho vai pegar! Puxado, dificil, muita coisa para estudar. Fiquei tentada a fazê-lo, mas antes de tudo preciso passar no exame de admissao. Se o resultado for positivo, tenho ainda de pensar se é viavel pedir uma bolsa, porque depois terei de reembolsar o governo. Mas, me parece ser bem legal!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Casaco Modelo Boneco Michelin

Hoje vesti pela primeira vez meu super casaco de inverno com forro de pena de ganso, impermeavel, corta vento (se duvidar, corta até fogo), com bolso interno para Ipod e celular, mega capuz com pêlo nas bordas, varios botoes e uma gola alta que por pouco nao cobre a boca e o nariz. Desconfio até que esse casaco tem um dispositivo para conversar comigo.
Claro que com tantos apetrechos me atrapalho na hora de tira-lo e vesti-lo. Alias, é um tal de tira e poe o casaco quando entra no metro que quando o trem chega na plataforma, ja estou exausta. Eh uma luta para dar conta de segurar o casacao, a bolsa, o guarda-chuva e todas as outras tranqueiras. Para me poupar da canseira, me propus a ficar vestida ate chegar ao meu destino. Nao aguentei, porque é uma verdadeira fornalha!
Também tinha decidido que nao compraria touca. Detesto touca, aquele negocio apertando minha cabeça. Hoje, porém, quando minhas orelhas começaram a formigar por causa do vento cortante e senti uma leve dor de cabeça, comecei a mudar de idéia. Tambem observei as pessoas no metro com suas roupas de inverno e cheguei à conclusao de que todos os modelos sao bem desestimulantes (para nao dizer brochante mesmo). Os casacos fazem as pessoas parecem uma versao piorada daquele boneco Michelin, todo cheio de gomos. Sem contar que desvalorizam qualquer tipo de beleza, forma, curvas, corpos, rosto. Tem graca olhar para as pessoas e as vezes so conseguir enxergar os olhinhos?

Avaliaçao Comparativa

As traduçoes do meu diploma, certidao de nascimento e historico escolar ficaram prontas. Amanha, vou entrega-las no ministério da educaçao e cultura (nao me lembro o nome correto agora) para fazer a avaliaçao comparativa de estudos. Como esse processo é longo (de 2 a 11 semanas) e preciso do resultado rapidamente para fazer matricula num curso que tenho em vista, parece que meu conselheiro deu um jeito de apressar o processo. Vamos ver, nao tem nada certo ainda. Mas, se funcionar, vai me poupar de esperar a abertura de novas vagas somente em maio ou abril de 2009!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Flocos de Neve

Depois de um dia inteiro de chuva e temperatura em torno de 5 graus, começou a nevar agora à noite. No momento, os termômetros marcam 1 grau, embora a sensaçao térmica seja de 5 graus negativos. La fora, a chuva se mistura aos flocos de neve e uma fina camada de gelo cobre os carros e as plantas do jardim aqui de casa. Por enquanto, esta ok. Parece que neve mesmo deve cair amanha à tarde. Vamos ver se fotografo minha primeira tempestade.

domingo, 26 de outubro de 2008

Como Esquimo

Vocês acham que eu estou um pouco aflita com a chegada do inverno porque nao paro de escrever sobre o assunto? Pois bem, estou levemente ansiosa com o frio que se aproxima, mas hoje finalmente encontrei meu casaco de inverno a um preço, digamos, honesto para os padroes daqui.
Se considerarmos que na sexta-feira procurei uma loja de esportes de inverno e um bom casaco nao saia por menos de 500 dolares, e hoje encontrei um modelo (praticamente da mesma qualidade) por 160 dolares, acho que sai no lucro. A vendedora disse que meu casaco suporta ate 35 graus negativos, é todo forrado com pena de ganso, impermeavel, leve e com um capuz que cobre boa parte do rosto.
Alias, fico parecendo, literalmente, um esquimo como essas roupas. Agora, falta encontrar um bom cachecol, uma touca (detesto touca, mas Ginette disse que nao tenho muita escolha quando minhas orelhas congelarem) e meias grossas. Mas tudo isso posso comprar em qualquer lugar, andando pelas ruas. Agora, acredito, basta de gastar dinheiro com roupas de inverno!

sábado, 25 de outubro de 2008

Meus Dedinhos

Ontem, comprei os sapatos de inverno. Hoje, as luvas. Bem que pesquisei preços, vi marcas, qualidade do material e acabei comprando um par de luvas pretas numa dessas lojinhas onde se vende um monte de tranqueiras para turistas, na entrada da cidade subterrânea. O valor, somente 6 dolares. A contar pelo preco, é quase certo que as luvinhas pretas nao suportarao o primeiro floco de neve e meus dedinhos devem congelar. Ate que elas nao sao feias e aquecem bem, pelo menos por enquanto. Na verdade, como nao estou habituada a usa-las, sempre tenho a impressao de que estou vestindo luvas de goleiro. Enfim, sera que comprei luvas grandes demais? Acho que nao.

Com Que Fantasia Eu Vou?

Sexta-feira que vem é festa de Halloween. Parece que se trata de uma data muito festejada por aqui, quando as pessoas compram, inventam ou improvisam suas fantasias para ir a night clubs ou festa de amigos para se divertir. Nos grandes mercados municipais, o que mais ce vê sao aquelas aboboras gigantes e muitos casas estao decoradas com motivos de bruxas, caveiras e outras imagens de arrepiar. No final da tarde, as criancas passam pelas casas pedindo doces. Ao cair da noite, é a vez dos adultos. Devidamente fantasiados, é a hora de se divertir. Fui convidada para uma festa de Halloween no proximo sabado, mas nao tenho a menor ideia de que roupa vestir. Gente, com que fantasia eu vou, hein?

90 Dias


Hoje faz três meses que estou em Montreal. Embalada pela chuva que nao cessou um minuto, senti uma certa nostalgia e a saudade de casa e dos amigos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Kit Inverno

Finalmente comprei sapatos de inverno. Agora falta o casaco, meias, gorro, cachecol, luvas, meia-calça, blusas de la e tudo o mais que for necessario para o inverno. Dizem os quebequenses que o inverno deste ano sera durissimo, pois havera menos neve. Para quem nao sabe, quanto mais neve, menos frio e vice-versa.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Privada Entupida

Entupi o vaso sanitario do banheiro de Ginette (nao me perguntem com o que). Descobri isso hoje cedo, quando ela parecia levamente atônita ao andar pela casa com o telefone na mao à procura de um encanador. Segundo suas proprias palavras, sentia-se desencorajada em ter de arrumar o estrago. Achei um pouco exagerada a reaçao, afinal uma privada entupida nao é o fim do mundo, mesmo com os preços exorbitantes cobrados aqui para qualquer tipo de reparo.
Da minha parte, estava tranquila, apesar de ter sido eu a autora do estrago. Para Ginette, porém, nem tudo parecia flores. Foi entao que percebi uma coisa interessante: eles, os quebequenses, se cansam rapidamente com o menor problema porque simplesmente essas falhas tecnicas, de um modo geral, sao raras por aqui. Por isso, quando acontecem, custam caro para arrumar.
Nos, os brasileiros, em certas ocasioes quebramos pedra com os dentes (carro arrastado pela chuva, apartamento todo arrebentado para procurar vazamento, balde e rodinho para empurrar a agua fora de casa, etc) e apesar da dureza do ato, adquirimos mais ginga e bossa quando, por exemplo, uma privada entope.
Talvez isso explique reaçoes tao diferentes entre mim e Ginette. Ela nao se descabelou hoje cedo, mas ficou aborrecida em ter de dar conta do imprevisto. Eu, enquanto preparava meu café da manha e divida minha atençao com outras coisas, aproveitei o momento para socar o desentupidor de banheiro e jogar agua quente na privada. Ginette me olhava um pouco aflita e repetia: Temos que encontrar uma solucao para isso! E eu la, socando o desentupidor.
Finalmente, nao arrumamos nada e chamamos a desentupidora. Como hoje pude trabalhar em casa, fiquei por conta de esperar o encanador chegar. Antes de ela sair para o trabalho, porém, desejei-lhe um bom dia e disse que nada como um entupimento de privada para quebrar a rotina e começar o dia com mais emoçao. Ela me olhou com uma cara um pouco desanimada, bufou levemente, deu um sorriso e se foi. Eu fiquei por aqui e paguei uma nota por um serviço que durou 30 minutos. Isso sim é desencorajador!
Para Constar:
Ginette acabou de chegar em casa e, mais animada, me perguntou se por hoje tinhamos encerrado as emoçoes do dia. Disse que como primeira experiencia estava de bom tamanho e podiamos deixar o restante para amanha. Viva as privadas entupidas!!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Avalanche de Informaçao

Trampo, bico, temporario, periodo integral, emprego, trabalho, job, ganhar uns trocados. Você pode dar o nome que quiser, mas terminada a fase de montar seu curriculum vitae e com a carta de apresentacao devidamente formatada, é hora de pegar no pesado e começar a pesquisa pela busca de emprego. Nao importa o que você pretende fazer da vida para descolar uma grana. No Canada, pelo menos em Montreal, ha toda uma estrutura (ainda nao sei ao certo se funciona efetivamente) para que você nao fique parado. Vai trabalhar, sim! Exceto se adotar a mendicância como estilo de vida.
Sao sites e mais sites, papeis, documentos, listas, agencias de emprego, headhunters, orgaos do governo, telefones, dicas de colegas, sessoes de como se comportar numa entrevista (acho um horror isso, mas tem quem aprecie), feiras de emprego, conselheiros profissionais, enfim, tudo o que você precisa para colocar em pratica seus multiplos talentos profissionais. Nao se preocupe se você se considera uma pessoa sem muitas habilidades. Com a avalanche de informaçoes oferecidas por aqui, até o mais inapto tem uma chance muito grande de encontrar seu lugar na neve.
Ainda nao sei dizer se tanta informaçao mais ajuda do que atrapalha, pois estou justamente nessa fase de começar a juntar minhas listas de sites de empregos, contatos, cartoes de visitas e outros papeis para iniciar minha busca. Uma coisa, porém, tenho de confessar: ha momentos em que me sinto totalmente perdida no meio de tanta informaçao e tenho a nitida sensacao de que fico como barata tonta girando no mesmo lugar. Mas, como rapidamente me canso e perco a concentracao quando tenho de lidar com muitos detalhes e excesso de informaçao na minha cabeça, acho que o negocio funciona nesse ritmo mesmo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bossa Nova e o Teto de Casa

Montreal é uma cidade onde ha poucos prédios e muitas casas, pelos menos nos bairros mais afastados do centro da cidade. Claro, aqui e ali pipocam construçoes de maior porte, os chamados condos, mas de um modo geral a cidade ainda tenta manter uma certa coerencia arquitetonica, com predios e casas de dois ou três andares, no maximo.
Assim, moro numa casa no primeiro andar e tenho mais dois vizinhos no segundo e terceiro andar. Estamos num triplex formado por casas totalmente construidas em madeira, inclusive o chao. Como muitos desses imoveis sao antigos, o piso costuma ranger muito e tudo, absolutamente tudo o que o vizinho de cima faz, se escuta em todos os cantos da casa, especialmente na minha. Às vezes, tenho a impressao de que o teto vai desabar sobre minha cabeça!
De modo que sei os horarios que meu vizinho - um trompetista ou trombonista, nao sei ao certo, de seus 50 e poucos anos -, vai ao banheiro, toma banho, limpa a casa, a que horas acorda, estuda musica, se vai ou nao ao banheiro à noite, quando esta de mal humor porque fala sozinho e nao para de resmungar e quando esta contente (como neste exato momento), pois ouve musica e anda pela casa como se dançasse num eterno baile.
Vejam, nao passo minha vida dentro de casa e muito menos fico com as orelhas em pé ouvindo o que o sujeito faz. Mas, tenho sono levissimo e o menor barulho me desperta. Chego ao ponto de acordar assustada quando ele, bem cedinho (é uma pessoa que, para minha infelicidade, tem uma disposicao incrivel pela manha), deixa cair alguma coisa no chao ou anda pela casa. O teto literalmente treme e range.
Escrevendo assim, parece que o conheço ou mantemos uma relaçao amistosa. Mas a verdade é que nunca vi a cara do arrasta pé. Outro dia, como fiquei em casa de manha e achei que ele estava nervoso porque nao parava de andar e falar palavroes, coloquei em alto e bom som uma selecao de musicas brasileiras, especialmente Bossa Nova, para tentar acalmar os animos e fazê-lo parar de andar.
Pensei que se ele é trompetista ou trombonista, poderia gostar dessa pegada jazzistica da Bossa Nova. E nao é que ele foi ficando quietinho à medida que Garota de Ipanema, Insensatez, Dindi, Chega de Saudade e Aguas de Março eram cantadas por diferentes intérpretes?
Hoje, talvez para tentar me agradecer ou punir, colocou para tocar bem cedo sua selecao de musicas prediletas. Nao sei do que se tratava, porque às 7h da manha jamais tenho disposicao para adivinhar o gosto musical do meu vizinho barulhento. Dependendo do humor nos proximos dias, trocarei minha selecao musical pelo O Rappa ou Madonna. Vamos ver como ele reage.

Devagar Ele Chega

Ainda nao comprei nada para o inverno. Nao tenho roupas, sapatos e acessorios especiais para o frio que, tudo indica, esta chegando. Pelo menos é o que deixa transparecer Ginette, minha colocataria. Aos poucos, ela tira do guarda-roupa as peças mais pesadas e foi buscar no porao o aquecedor portatil para colocar no meu quarto. Também me mostrou onde ficam os cobertores, caso sinta frio durante à noite e nao deixa de separar para mim os catalogos de moda que trazem a coleçao de inverno.
É verdade que na rua o clima é bastante frio, especialmente para quem esta habituada a temperaturas mais amenas. Dentro de casa, porém, a sensaçao de frio parece longe. Mas Ginette ja me avisou que devagar ele chegara. Aos poucos, vamos nos preparando e eu continuo olhando as vitrines em busca de roupas bem quentes a preços honestos e razoavelmente elegantes, pois ate agora nada me agradou. Continuo me vestindo com os meus trapinhos do Brasil que nao protegem contra nada. Mas, nao duvidem, quando a primeira lufada de ar glacial soprar na minha nuca, me enrolo ate em fita isolante e deixo pra la essa frescura de roupa bonitinha.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Verao Indiano

Frio, muito frio! Neste exato momento, os termômetros marcam 5 graus, mas a previsao para a madrugada é de 2 graus. E o inverno ainda nem chegou. Dizem que estamos no verao indiano, ou seja, ainda faz sol numa epoca em que deveria estar muito mais frio. Seja la o que for, acho no minimo bizarro um verao indiano cujas temperaturas chegam a 8 ou 10 graus durante o dia. Para mim, mais parecem as geleiras indianas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Ver Navios

Comentei em post anterior sobre a questao da formaçao de adultos nos cursos dos Cégeps. De fato, uma maneira bem interessante de redirecionar a carreira e buscar outra formaçao profissional. Sao varios cursos em diferentes areas. Um vez escolhido o que se quer estudar, começa o processo da papelada.
Aos interessados que pretendem estudar no Quebec, seja na universidade ou em cursos profissionalizantes, vale uma dica importante: tragam todos os historicos escolares do segundo grau e da universidade, diplomas, certidao de nascimento, atestados de cursos e outros documentos que comprovem sua formaçao academica.
Claro, cada curso tem uma especificacao e regras diferentes, mas no final das contas nao custa nada fazer uma pasta de documentos importantes e trazer na mala. Outro aviso importante: nenhum documento traduzido no Brasil para o francês, mesmo que seja por um tradutor juramentado, é valido por aqui. Portanto, deixem para gastar dinheiro com traduçoes quando estiverem no Quebec.
Atençao especial às datas para preparar toda a papelada para a admissao no curso desejado. Pelo que percebi, tudo é organizado com muita antecedencia. Deixar para separar, traduzir ou pedir algum papel duas ou três semanas antes da matricula é garantia quase certa de perder o curso.
É o que acontecera comigo. Encontrei o curso, tenho até o dia 7 de novembro para enviar os papeis para minha admissao, mas hoje descobri que alem de ter de traduzir diploma, certidao de nascimento (deixei a certidao no Brasil e pedi para me enviarem por scanner) e historico escolar, preciso envia-los para o Ministerio da Educacao a fim de fazer a avaliacao comparativa de estudos.
O processo todo fica cerca de uns 110$. Certifiquei-me com o Emploi Quebec que esse valor é reembolsavel mediante a apresentacao do recibo. As traducoes, porem, sao pagas do proprio bolso e parece que sao caras. Ainda nao recebi o valor do golpe. E quando todos os documentos ficarao prontos? Dentro de 9 a 11 semanas!
Pois é, paciencia. Quando nao se conhece as artimanhas do negocio, o caminho das pedras, assume-se o risco. Nao nego que fiquei um pouco chateada, pois nao tenho garantia de que havera o mesmo curso e sei que novas turmas comecarao muito mais tarde, talvez em meados de 2009. Mas, nao tem jeito. Informacao é tudo e se você nao a tem em maos no momento certo, fica a ver navios.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Prejuizo no Bolso

Acabei de descobrir que perdi minha carta mensal do metro. Foram 66 dolares jogados no lixo. Agora, a unica saida é saber se Nathalie nao quer vender o tiquete dela, pois arrumou emprego perto de casa e dificilmente utilizara o metro, prefere a bicicleta. Caso aceite, ainda assim terei de desembolsar mais 30 dolares, metade do preco normal, para nao ter de pagar novamente a tarifa cheia. Fiquei arrasada, para nao dizer outra coisa.

domingo, 12 de outubro de 2008

Saint Hilaire












Ontem foi um dia de imprevistos e aventura, segundo meus colegas Nathalie e Samir que me acompanharam ao Monte Saint-Hilaire, a cerca de uma hora de Montreal. Imprevisto tanto nas fotos, porque foi a primeira vez que utilizei minha camera digital sem ao menos dar uma olhada no manual de instrucoes, e aventura porque tivemos até de abordar algumas pessoas que também se dirigiam ao parque para pedir carona, caso contrario ficariamos no meio do caminho.
Inicialmente, nossa intençao era subir até o monte Saint-Hilaire. Na verdade, so descobri isso quando cheguei la e meus colegas me anunciaram a novidade. Para quem me conhece, esportes (e muito menos radicais) nao estao na minha lista das 10 coisas que pretendo fazer antes de morrer. Mas, como tudo é festa e nem sempre estou atenta a cada detalhe, aceito coisas e depois descubro a real intençao.
Felizmente, para fazer o percurso que leva à montanha, era preciso ter uma carteirinha de associado ou tentar entrar clandestinamente e ser barrado pela guarda florestal. Como vimos muita gente fazendo o trajeto de volta, nem nos arriscamos. A unica solucao foi ir ao parque, com varias opcoes de trilhas e diferentes niveis de dificuldade. O problema é que para chegar até la teriamos de percorrer um trajeto de 6 quilômetros. Pior ainda, nao havia nenhuma transporte publico por perto.
Para nao perder a viagem e aproveitar o belo dia de sol, Nathalie, simpatica e sociavel como sempre, abordou um casal e pediu carona sem o menor pudor. Foi divertido, porque o casal tambem era muito simpatico. Chegamos, eu e Nathalie enfrentamos uma fila para fazer xixi e começamos nossa caminhada. Cada trilha era indicada por uma cor diferente e representava o nivel de dificuldade. Evidentemente, nao sabiamos nada disso e pensamos que cada cor era apenas para indicar o local.
Fizemos uma escolha aleatoria e durante o percurso começamos a entender o que cada cor queria dizer. Nosso caminho era de nivel intermediario de dificuldade. Andei feito uma vaca (por isso publiquei a foto da vaquinha), mas entre mortos e feridos conseguirmos chegar ao topo do Pain de Sucre (eles tambem têm um Pao de Açucar) para ver a cidade la do alto.
Depois, descemos e novamente Natalhie abordou outro casal para nos dar carona até o ponto de onibus que nos levaria à estacao Longueil e finalmente ao metrô de Montreal. Desta vez, porem, o casal pareceu um pouco ressabiado e avisou de cara que poderia nos deixar no meio do caminho (acho que tentaram nos despitar, mas nao contavam com a cara de pau de Nathalie quando esta respondeu que tudo bem ficar no meio do caminho).
Quanto a mim, pensei com os meus botoes que nao tinha nada de bom ficar no meio do caminho e ainda ter de andar mais 3 quilometros para chegar ao nosso destino. Mas, era isso ou dormir no parque, com toda aquela fauna e flora selvagem e num frio de quebrar os ossos. Entramos no carro. O clima levemente tenso no ar se dissipou gradualmetne com a conversa animada de Nathalie. Eu e Samir, bichos do mato, mal abrimos a boca. Eu, entao, que ainda por cima tinha de interagir em francês, fiquei mudinha da Silva!
O resumo da opera é que aos poucos o casal ficou tao à vontade que resolveu nao somente nos deixar no ponto de onibus como tambem agradeceu pela companhia tao agradavel! Descemos do carro felizes da vida por nao ter de caminhar tres quilometros e ainda tivemos tempo de comer um Donuts e tomar um chocolate quente. Cheguei em casa podre e hoje estou caminhando feito uma mumia, tamanha a dor nas pernas, mas foi divertido.

sábado, 11 de outubro de 2008

Dieseonze, Patati Patata e Meetup

Ontem, eu, Nathalie e Parsha - um iraniano que somente fala inglês e talvez por isso nao entendi até agora qual é a dele -, fomos ao clube de jazz Dieseonze. Nada extraordinario, apenas mais um club de jazz como muitos espalhados por SP. O melhor mesmo veio depois, quando caimos no Patati, Patata, lanchonete que faz um hamburguer com fritas e salada a um preço honestissimo num ambiente bem bacana. Comemos horrores, tentamos conversar inglês com Parsha (eu e Nathalie estamos sempre à procura de gente para praticar nosso parco inglês. Sei que isso é bem utilitario, mas como aqui as coisas funcionam muito na base do business, decidimos entrar na dança).
Hoje, fiz minha primeira faxina na casa de Ginette. Como ela viajou para o campo e so volta na segunda-feira, aproveitei para incorporar o espirito da lavadeira e botar ordem do meu jeito no barraco. Entre uma coisa e outra, Nathalie me ligou para saber se tinha ido ao curso gratuito de conversacao oferecido pela igreja mormon. Faltei justamente porque preferi pegar no pesado e fazer a limpeza.
Como pretendia preparar o almoço e estava segura de que minha colocataria tinha mesmo viajado (pasmem, tenho 34 anos e nao posso trazer pessoas em casa!), convidei Nathalie para vir em casa. Mais tarde, fui para o Meetup, grupo de conversacao em ingles e frances. Cheguei atrasada (gente, eles sao tao pontuais aqui que chega a ser insuportavel!) e perdi o grupo que, de ultima hora, decidiu ir para outro lugar.
Mas, encontrei Froi, um filipino que ha cinco meses esta em Montreal, fala pouquissimo francês, mas é fluente em ingles porque viveu praticamente toda a vida na California. Eu o conheci no Meetup anterior e tinhamos trocado algumas mensagens por email. Aproveitamos nosso encontro por acaso hoje à tarde para praticar frances e ingles.
Amanha, Nathalie, eu e Samir - um algeriano legal que tambem conheci no Meetup -, vamos a um parque distante cerca de uma hora de Montreal. Ja comprei minhas comidinhas para um mini piquenique e como a previsao para amanha é de tempo bom com direito a sol, vou levar minha câmera para finalmente tirar as primeiras fotos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

13 De Outubro

Segunda-feira, 13 de outubro, é feriado de Açao de Graças no Canada. Para aproveitar o dia, Ginette, minha mais nova colocataria, vai para o campo no sabado respousar um pouco e fugir da agitacao daqui. Parece que a vida numa cidade grande como Montreal causa muito estresse e Ginette confessou que nao aguenta mais, precisa fugir e ter contato com a natureza.
Da minha parte, estou achando tudo otimo, pois serao 3 dias em que ficarei sozinha em casa. Claro, nao vou destruir o barraco, mas vocês sabem que quando o gato sai os ratos fazem a festa. Seja como for, Ginette foi simpatica comigo (mas ainda nao estou totalmente seduzida). Para quem, no começo, nao permitia que eu convidasse ninguém para frequentar a casa, desta vez ela até deixou chamar Nathale, minha amiguinha parisiense.
Se eu fosse uma pessoa absurdamente maudosa, faria logo uma festa nessa casa enorme. Mas, como Ginette teve a sorte de me conhecer, vou manter tudo em ordem. Chato e cansativo esse negocio de autorizaçao, ne?

SIMO

A historia começou em setembro, quando postei um comentario nesse blog falando sobre minha entrevista com o pessoal do SIMO (Service d'Intégration au Marché du Travail par Objectif), mais especificamente com Michel, encarregado de formatar e analisar meu curriculo e tambem me ajudar a padronizar uma carta de apresentaçao. Segundo a etiqueta profissional de Montreal, é muito provavel que você tenha de enviar uma carta desse tipo quando concorre a uma vaga. Nada muito complicado e até pensei que terminariamos rapidamente essa parte pratica. Mas, Michel saiu de ferias, voltou em outubro, marcamos e desmarcamos algumas vezes nossas reunioes. Sem contar que ele é levemente distraido e nao rara foram as vezes em que cheguei pontualmente e meu conselheiro havia esquecido alguma coisa que inviabilizava nossa discussao.
Hoje, porém, finalmente terminamos meu CV e a carta. Da minha parte, imaginei que meus contatos com Michel acabariam por aqui. Doce engano. Tenho mais reuniao marcada para a proxima semana.
Desta vez, para traçar estratégias de como e quais empresas procurar. Michel ja me passou uma espécie de anuario com as empresas de comunicacao, traducao e tudo relacionado a minha area. Diante de tanta eficiencia, aproveitei o embalo e perguntei sobre a possibilidade de cursos nos Cégeps (assunto que também abordei no Carnet de Route) e aulas de inglês.
E nao é que ele sabia tudo e me trouxe endereços na internet, livros e indicou onde procurar e o que fazer? Nada como falar com um quebequense que conhece os atalhos e ainda por cima é pago justamente para prestar esse tipo de assistência aos imigrantes.

Mercadinho Safado


Caminhando pela avenida Jean Talon, perto de casa, encontrei um mercadinho daqueles bem safados e medonhos, semelhantes aos de beira de estrada. Como muitos dos estabelecimentos comerciais por aqui mantêm a porta fechada por conta do frio, nao me deixei intimidar e atraida pela propaganda da mercearia que dizia vender produtos latinos, entrei.

O lugar de fato nao era um primor no quesito limpeza. Embalado por uma musica indiana de estourar os timpanos, o mercadinho tinha desde sabonete Lux a tintura Bigen para os cabelos. No entanto, qual nao foi minha surpresa ao encontrar quiabo, inhame, brocolis e mamao de verdade (e nao aquela versao meio plastificada para enfeitar vitrine de restaurante chinês) e uma espécie de leguminosa muito parecida com o chuchu. Como adoro vegetais e nao dispenso um chuchu com carne moida, vou prepara-lo para ver se é mesmo chuchu de verdade. Claro que comprei tudo, exceto o inhame, pois o encontrei quando estava de saida do mercadinho. Pode parecer bizarro, mas adoro inhame, especialmente cozido com molho shoyu e pedaços de carne, como minha mae preparava quando era crianca.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Boas Intençoes Nao Bastam

Hoje fui a uma sessao da Cruz Vermelha para saber um pouco mais sobre as possibilidades de me tornar uma voluntaria. Por aqui, fazer o bénévole nao somente é um gesto de generosidade como tambem trata-se de um caminho interessante de integracao, contatos, novas amizades e a possibilidade de aperfeicoar um idioma, ja que se pode fazer voluntariado em ingles ou frances.
Sao tantas instituicoes e redes interligadas voltadas para o trabalho voluntario, tantas atividades que vao desde a parte adminstrativa passando por cultura, lazer, esporte, saude e primeiros socorros que num dado momento voce comeca a prestar mais atencao no assunto. Entre uma coisa e outra e muita pesquisa em sites, encontra-se alguma atividade que tenha a ver com seu perfil.
Mas, engana-se quem acredita que apenas boa vontade seja suficiente para se tornar um voluntario. Pelo menos na Cruz Vermelha nao é bem assim. No encontro de hoje, ficou claro que eles precisam de voluntarios principalmente para atender chamadas de primeiros socorros e casos que envolvam catastrofes naturais. No caso de Montreal, varios sao os acidentes provocados por incendios durante o inverno.
Voce pode se interessar pelas duas atividades (primeiros socorros ou catastrofes naturais), mas tera de desembolsar dinheiro para pagar sua formacao de securista (a Cruz Vermelha nao assume os custos) ou ter seu proprio carro para chegar ao local da ocorrencia nos casos em que a chamada acontece de madrugada.
Pois é, dependendo da disponibilidade de horarios que voce fornece, ha casos em que sera necessario sair de madrugada para atender uma emergencia. Nao é sempre, mas deve-se estar preparado para sair de casa com frio ou calor, sol ou neve. Na pratica, uma pessoa como eu, sem carro, sem carteira de motorista, com dinheiro contado para minha sobrevivencia, dificilmente seria admitida como volutaria na Cruz Vermelha, mesmo que minhas intencoes sejam as melhores.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cégep

Os Cégeps sao centros de formaçao geral (pré-universitario) ou técnico direcionados mais para o mercado de trabalho. Em linhas gerais, assemelha-se um pouco com o Senac e Senai existentes no Brasil, embora a abrangência de cursos seja muito mais vasta e, dependendo do curso em questao, pode ser financiado pelos orgaos do governo. Tudo dependera da demanda por tal profissional no mercado.
Foi isso o que apreendi da explicacao de Fabienne, conselheira em formacao profissional da Universidade de Montreal. No meu caso, ja com uma formacao universitaria e em vias de me integrar no mercado de trabalho e no modo de vida do Quebec, buscar um curso no Cégep pode ser uma saida interessante de unir essa necessidade de integracao com a chance de buscar um emprego. Ou seja, sobreviver em todos os sentidos.
Durante uma hora, conversamos sobre minhas impressoes a respeito do jornalismo, meu interesse por aprender e estudar traducao/interpretacao e, quem sabe, ate buscar uma atividade correlata à comunicacao, mas nao necessariamente como jornalista.
Esperava que ela me oferecesse um leque de opcoes dentro da propria universidade de Montreal, mas qual nao foi minha surpresa quando ela me propos pesquisar mais a fundo as possibilidades nos Cégeps (sao milhares espalhados em Montreal e arredores) e especialmente a parte de formaçao continuada.
Além disso, sugeriu tambem (e ai acho que tentou vender seu peixei) que nao deixasse de prestar atencao em atividades que aparentemente jamais me chamariam atencao. Citou e me mostrou pela internet carreiras como contabilidade ou algo voltado para o meio ambiente. Imaginem voces, contabilidade!!!! Logo eu que nao sei contar nada a nao ser historias para boi dormir.
Agora, o restante do trabalho fica por minha conta. Isso significa que tenho uma longa tarefa pela frente referente à pesquisa em sites para encontrar os Cégeps que ofereçam os cursos que me interessam. Falta tambem conseguir uma entrevista com a conselheira da Universidade McGill, da parte inglesa. Caso tudo corra bem, vamos ver o que ela tem para me dizer.
Para constar:
Recebi outra proposta de trabalho para fazer a revisao de um site na area de marketing. A empresa viu meu cadastro no site do Emploi Quebec e pediu para enviar meu CV a fim de analisar se me enquadro no que eles estao procurando.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Redes

Conversar com outros imigrantes cuja situacao é semelhante a minha, é no minimo uma troca enriquecedora, especialmente quando as informaçoes valem ouro. Cada qual vive experiências diferentes, mas no geral todos fazem parte de uma rede que compartilha interesses em comum: emprego, estudos, casa para morar, lugares para se divertir, amizades, viagens...
Foi assim que Samir, algeriano que viveu 4 anos em Paris e ha pouco mais de um ano desembarcou em Montreal, me falou sobre um curso de inglês a um preço bem camarada: 120 dolares com direito a 3 meses de curso, 4 vezes por semana, 4 horas por aula. Overdose de inglês!
Claro, por esse montante, nao estou esperando aulas de alto padrao, mas considerando-se que acabei minhas aulas de ingles numa escola que, para os parâmetros daqui, é de bom nivel e na verdade tem uma didatica bem ruim, acho que nao perco nada se for pesquisar como a coisa funciona nessa escola indicada por ele.
Foi por intermédio dele que também descobri aulas gratuitas de conversacao e pronuncia numa especie de centro cultural judaico proximo a onde moro. Nao se trata de nada muito estruturado, apenas uma possibilidade a mais de praticar o inglês. Hoje foi minha primera experiência e pretendo voltar amanha para minha segunda aula.
Além dessas dicas, outro amigo me forneceu os telefones das conselheiras de formaçao profissional das universidades inglesa e francesa de Montreal. Em post anterior, comentei que para os estrangeiros esse tipo de orientacao profissional deve ser pago. Por alguma razao, ele tem os contatos de conselheiros que prestam o mesmo serviço, mas de graça. E o acesso é facil. Basta ligar e marcar horario. Foi o que fiz e tenho encontro amanha às 17h.
Com outra amiga, uma brasileira, descobri que existe um serviço chamado Allo Stop. Uma maneira facil, segura e barata de viajar como carona. Para se inscrever e saber o itinerario dos caronistas, é preciso somente entrar no site, pagar algo em torno de 6 dolares e escolher seu destino.
Geralmente, o dono do carro marca um encontro (no metro, por exemplo) e passa para buscar seus passageiros, deixando-os no ponto de destino ou onde a pessoas quiserem desembarcar ao longo do trajeto. Essa amiga usou o serviço para vir da cidade do Quebec ate Montreal. Pretendo fazer o trajeto contrario. Vamos ver se chego ao meu destino.
Com Nathalie, parisiense do bem que tem 31 anos e nao 22, como eu pensava, farei uma rapida viagem neste final de semana para um lugar chamado Vallée de Richelieu, a 1h de Montreal. Pegaremos o metro e depois um onibus para chegar ate la. A ideia e visitar o campo e fugir do estresse da cidade grande. Adoro quando eles comentam sobre o estresse e o transito dos grandes centros urbanos. Vou despacha-los para Sao Paulo para um intensivo de estresse.

Para saber mais: http://www.allostop.com/

domingo, 5 de outubro de 2008

Iguarias Nacionais

Hoje comi pao de queijo, brigadeiro e bolo de cenoura com chocolate. Para dar mais consistência a esse cardapio light, mandei dois copos de Coca-Cola. Em condiçoes normais de temperatura e pressao, jamais comeria tanta porcaria se estivesse no Brasil. Mas, como aqui nem sempre é facil encontrar tais iguarias da culinaria nacional, aproveitei e enfiei o pé na jaca. Claro que me senti levemente mal, mas tomei uma sopa de lentilhas um pouco picante para acalmar o figado. Vamos ver como estarei amanha.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Doce Recanto Da Paz Celestial

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Nao quero ser excessivamente otimista, até porque a direçao dos ventos pode mudar repentinamente e o que era o doce recanto da paz celestial pode se transformar na brasa fumegante do inferno! Dois dias depois de me mudar para a casa de Ginette, parece que a paz reina no santo lar.
Por enquanto, nenhuma novidade no front e hoje a vida seguiu uma rotina tranquila. Faz frio por aqui, algo em torno de 11 graus, mas a sensacao térmica é muito mais baixa, pois o vento é de arrepiar. Dai, tenho andando menos pela cidade. Hoje, apenas trabalhei na parte da manha, voltei para casa à tarde para almoçar, sai para comprar o presente do cha de bebê de uma amiga que sera no domingo e agora estou na biblioteca nacional. Como estou sem internet em casa, a unica saida é correr para ca e usar o wireless.
Agora ha pouco, recebi um convite para almocar no sabado com uma francesa de origem chinesa, a Peck, que conheci por aqui. Pelo que entendi, ela gostou muito de mim e esta disposta a me ajudar no que for possivel em Montreal. Disse que me considera uma pessoa honesta e sincera. Longe de qualquer rompante de modéstia, acho que ela tem um pouco de razao. Depois vou ao meetup de inglês. Domingo, cha de bebe dessa minha amiga. Enfim, final de semana de mulherzinha.
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Para constar:

As aulas de inglês acabaram e, para nao perder o habito, o curso foi bem ruim;
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Ontem, Ginette me convidou informalmente para jantar, mas descobri que ela come às 18h e vai dormir às 21h! Gente, sei que é importante se adaptar à cultura local, mas numa boa, jantar às 18h é coisa de criança. Sem contar que nesse horario estou em plena andança pelas ruas e so consigo pensar em café com leite e outro petisco para enganar a fome. E o que aconteceu? Nao jantei com ela, pois cheguei em casa às 20h e ela ja tinha batido o pratao.
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Para cumprir o compromisso que assumi comigo mesma de começar a andar de onibus essa semana, segui o conselho de um quebequense que me orientou a pegar o onibus 18 para chegar ao centro da cidade. Minha intencao era justamente comprar o presente do cha de bebe da minha amiga. Mas, o onibus estava errado e dirigia-se para o sentido contrario, além de estar bem cheio. Para piorar, demorei um certo tempo para me dar conta de que me afastava cada vez mais do meu ponto de referencia e tambem do metro, minha salvacao em Montreal.
Desci num lugar qualquer e pateticamente tomei o mesmo onibus no sentido contrario para cair na estacao mais proxima, ja que nao havia nenhuma na regiao onde me perdi. Quando me localizei, ja era tarde para ir à loja onde pretendia comprar o souvenir do bebe. Hoje, retomei ao bom e velho metro de Montreal. Gente, nao tem jeito. Adoro metro! Como diz minha amiga parisiense, sou a Madame souterraine.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Ginette

Ontem, desembarquei de mala, cuia e cama na casa de Ginette, minha nova colocataria. Ainda nao tive tempo de perceber como é minha nova amiguinha e prefiro nao tecer comentario antes de me assentar no terreno alheio. Depois da experiência com Marie, que de bela se transformou em fera nesses dois ultimos meses, acho que qualquer impressao pode ser precipitada.
De qualquer maneira, Ginette me deixou um recadinho hoje cedo perguntando se eu nao queria jantar com ela, afinal, nao tivemos a chance de conversar. Achei o gesto gentil, mas nao me derreti de amores porque tenho medo que esses convites para tomar sopa no jantar acabem me afogando. Mas, como nao me custa nada fazer a politica da boa vizinhança e aproveitar a ocasiao para assuntar, vamos la mais uma vez.
Estou sem internet em casa. Talvez, nos proximos dias, nao consiga publicar meus posts. Tentarei, mas nao garanto.