segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um Beijo e Me Liga!

Depois de um ano contando minhas peripécias pelo Quebec, decidi, por tempo indeterminado, encerrar minhas postagens neste blog. Não abandonarei o Carnet de Route definitivamente, mas por enquanto farei apenas uma pausa, podendo voltar a qualquer momento. Agradeço aos amigos sempre queridos que me acompanharam até aqui e deixaram seus pitacos nos comentários, aos desconhecidos, curiosos e aos que aqui caíram por acaso. Um grande beijo e, como diria meu amigo Red, me liga! Tchau!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Combina ou não Combina? Vou ou não Vou?

Aula de inglês das 18h30 às 21h30 e TPM combinam? Preciso decidir, nos próximos cinco minutos, se vou ou não ao curso de inglês. Minha consciência pesa por faltar, mas meu corpo se arrasta e deseja apenas dormir. Detalhe: hoje é somente a segunda classe do semestre. O que você faria se estivesse no meu lugar, hein?

Quebec Radio Cowboy

Parece que o processo de compra e venda de uma empresa, com raras exceções, é igual em qualquer parte do mundo. Você, operário padrão, é sempre o último a ser informado das negociações e o pouco que sabe é graças à rádio peão. Na empresa onde trabalho, a situação não é diferente.
Desde ontem, Mehdi, meu colega de trabalho, chega de mansinho até minha mesa e, em tom de sigilo (ainda não entendi por que todos guardam segredo sobre um assunto que não é mais mistério para ninguém!), vai deixando escapar em que pé andam as negociações, quem comprou quem, quando seremos todos demitidos, enfim, detalhes sórdidos que acompanham uma negociação do gênero. Para quem não sabe, desde abril especula-se sobre a venda da empresa onde trabalho. Acredita-se que chegaram a uma negociação final, embora nada tenha sido oficialmente anunciado.
Eu, na condição de funcionária que não apita nada dentro da empresa, abro as orelhas e escuto o que Mehdi, minha principal fonte no esquema da rádio peão, tem a dizer. Como nada é certo e tudo é sigiloso, o que temos no final das contas é fofoca, especulações e a suspeita acumulada há meses de que não vai sobrar pedra sobre pedra.
Da minha parte, sigo executando minha tarefa como uma formiguinha, não abro a boca (até porque ninguém me pergunta nada mesmo) e faço cara de paisagem, esperando que os chefões anunciem a boa nova.
É chata essa falta de transparência da empresa? Sim, chatérrima!!!! E por enquanto a única alternativa que encontrei para me manter atualizada sobre o noticiário da empresa é ouvir os boletins diários do Quebec Radio Cowboy; ou em bom português, Rádio Peão do Quebec.

domingo, 30 de agosto de 2009

Deu um Pé na Bunda e Foi às Compras

Se você perguntar a uma mulher se ela prefere um homem ou uma tarde inteira de compras no shopping, é possível que muitas escolham a segunda opção ou, no mínimo, hesitem no momento de dar a resposta. No caso de Ginette, minha locatária, um banho de loja no final de semana foi o suficiente para que ela recuperasse a moral depois de ter terminado o namoro na última quinta-feira. Cansada do cara aparentemente chato e grosseirão, Gigi deu um pé na bunda do sujeito e foi às comprar para lavar a alma. Quando chegou em casa e depois de ter me mostrado todos os modelitos (inclusive me fez experimentar seu casaco de outono que é simplesmente lindo!), exclamou: "Ai, eu precisava disso. Estou me sentindo melhor agora"!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

High School

Hoje foi dia de teste de inglês na escola pública onde, além da universidade McGill (esta, privada), estudo inglês. O objetivo era saber se tinha condições de pular um nível e ir direto para a high school. Deu tudo certo, passei e as aulas começam, tanto na Mcgill como na escola pública, em 1 de setembro e devem terminar no começo de dezembro ou no máximo na segunda semana. Depois, fico por conta da minha desejada viagem ao Brasil, onde permanecerei por um mês. Retorno a Montreal somente em 2010. O tempo é veloz!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sac du Paul

Sacola que ganhei de Rodrigo, meu amigo de Brasîlia. Trata-se do sac du Paul, personagem de história em quadrinhos que conta as aventuras de Paul no Quebec. Aliás, leitura divertida e instrutiva para quem quer aprender o jeito de ser e os hábitos dos quebequenses. Cada lado da sacola é de uma cor diferente. Escolhi lilás e verde, como você pode perceber nas fotos que ilustram esse post.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Resposta Sai Na Sexta

Depois do anúncio da saída de Flavia, minha colega de trabalho, Adrien, nosso chefe, decidiu fazer hoje uma rápida reunião para nos atualizar sobre os últimos acontecimentos na empresa onde trabalhamos e que está em processo de venda desde abril. O asssunto, pelo que percebi, é tratado em absoluto sigilo, e eu e Flavia quase nunca ficamos sabendo de nada do que acontece nos bastidores. Somos café pequeno, diria minha colega.
O fato é que o pedido de demissão de Flavia não foi aceito. Nosso chefe pediu para que ela encontrasse outra alternativa, visto que ela estava com dificuldades para dar conta da demanda de trabalho, insatisfeita em dividir o mesmo computador comigo e outros detalhes que, no final das contas, não valiam a pena o esforço. A saída oferecida por minha colega foi trabalhar duas vezes por semana no escritório e os demais dias em casa.
Isso não exclui o fato de terem de arrumar outro computador para que ambas trabalhem no ritmo necessário para evitar o acúmulo de tarefas, especialmente nos dias em que ela trabalhar no escritório e tiver de dividir a mesma máquina comigo. Resultado: parece que a chefia aceitou a proposta dela. Agora, resta apenas saber se vão mesmo colocar em prática o que ficou combinado.
Entre um acerto e outro, falou-se também sobre o processo de venda da empresa. São quatro os compradores, todos de grosso calibre, e ao que parece a resposta definitiva sairá nesta sexta-feira. Segundo nos explicou o chefe, seja qual for a empresa que assumirá o comando, ficou acertado o compromisso de manter a atual equipe.
Aqui entre nós, acho isso pouco provável, pois raras (para não dizer nunca) foram às vezes que vi uma empresa em processo de aquisição manter o time anterior. O processo é sempre de mudança e isso implica também fazer a transição entre a antiga equipe e os novos funcionários que chegam.
Da minha parte, resolvi ficar até o fim, pois se aguentei até agora, não vou me afobar e começar a bater pernas e braços desesperadamente com medo de me afogar. Vou na marola, boiando ao sabor das ondas. Quem sabe não me jogam um colete salva-vidas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Paquera Como Condicionamento Físico

Uma das vantagens de fazer caminhadas em parques não é somente malhar ao ar livre. Em lugares públicos como esses, a paquera também faz parte do bom condicionamento físico. Seja em São Paulo ou Montreal, um sorriso cordial ou um simples bonjour são a senha para que, na próxima volta na pista, o seu alvo da paquera ou aquele(a) que está te paquerando, tente uma aproximação.
Você pode dar uma de durona, fingir que não é contigo e seguir concentrada na sua atividade física ou fazer uma pausa de 5 minutos para recuperar o fôlego e deixar o paquera puxar papo.
Eu, curiosa que sou e sempre interessada nas pessoas e nas histórias, opto, na maior parte das vezes, pela segunda alternativa. Às vezes, o sujeito que está te paquerando é mais feio do que o capeta de ressaca, mas se ele me lança perguntas, quer interagir e não banca o otário, respondo com prazer, a despeito da ausência de dotes estéticos.
E foi nesse contexto que hoje troquei meia dúzia de palavras com Hacène, um homem por volta de seus 40 e poucos anos que estava tomando a brisa do final da tarde no mesmo parque onde tenho feito minhas caminhadas. Simpáticos e cordiais que são os quebequenses, quando me viu, cumprimentou-me com um sorriso. Mais tarde, enquanto terminava minha séria de exercícios, aproximou-se e perguntou: você sempre caminha com essa motivação mesmo no final da tarde, depois do trabalho e com esse calor terrível?
Respondi que justamente por fazer muito calor, prefiro me exercitar ao pôr do sol, já que no verão demora mais para escurecer. Aí, a conversa enveredou-se para as perguntas clássicas: quanto tempo eu pratico esportes, qual a atividade que faço no inverno, uma vez que os parques ficam cobertos de neve, quantas vezes por semana vou ao parque e se o frequento sempre nos mesmos horários (essa informação é valiosa, pois permitirá ao seu paquera saber quando poderá encontrá-la novamente), quais as atividades físicas que faço ali, etc. Enfim, Hacène está bem longe de ser o meu futuro personal trainer ou seja lá o que for, mas entre um passo e outro, a gente se diverte!

domingo, 16 de agosto de 2009

Lesma Gotejante

Lembra-se que eu não parava de reclamar do tempo chuvoso e da ausência prolongada do sol em pleno verão? Pois bem, há uma semana não cai uma gota de chuva e o sol está radiante lá fora. Hoje, os termômetros marcam 29 graus, mas com o fator umidade, a sensação térmica é de 36 graus! Teoricamente, suportaria bem esse clima se estivesse em São Paulo, afinal, esta é a temperatura média do verão paulistano.
Por aqui, no entanto, fico parecendo uma lesma gotejante, pois transpiro bicas e minha energia se evapora com a umidade. Para os québécois, então, é um escândalo nacional!!!! Apesar de tudo, não reclamo, pois daqui a pouco o inverno está de volta. Amanhã, a previsão é de 32 graus, sem contar o fator umidade! O calor deve continuar durante toda a semana.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bis

Outro dia, comentei com minha amiga Laila, brasileira que mora em Montreal há pelo menos uns 2 anos e que me recebeu logo quando cheguei aqui, que não era possível viver plenamente sem um chocolate Bis. Não sou nenhuma fissurada por chocolate, mas acho que o Bis tem um apelo emocional forte. E, detalhe, tem de ser o Bis azul, o tradicional.
Daí que Laila lembrou-se da minha frase e de volta do Brasil há algumas semanas, me presenteou com uma caixinha de Bis. Muito fofa essa Laila, viu! Claro, nao resisti, abri a caixa na hora e comi uns 3 Bis. Mais tarde, encontrei-me com Jorge e Rodrigo, amigos de Brasília. Mostrei meu presente para eles e ofereci mais Bis. Eles nao resistiram, abriram um sorrisão e comeram o Bis na hora.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais Uma Que Se Foi

Flavia pediu as contas. Ou melhor: anunciou-me sua decisão de deixar o emprego poucos minutos antes de eu ir embora e nem sequer tinha comunicado o fato ao nosso chefe. Sua opção por abandonar o trabalho não está somente ligada exclusivamente à falta de recursos da empresa. Para quem não sabe, eu e Flavia dividimos o mesmo computador. No começo, era possível nos organizarmos. Afinal, Flavia tinhas as manhãs livres e podia cumprir sua obrigação durante esse período. Eu me ocupava do serviço na parte da tarde.
Porém, desde que começou a estudar, as coisas se complicaram, pois já não há mais como buscar outras alternativas para ajustar nossos horários. Resultado: nem sempre há computador para ambas trabalharem porque, evidentemente, nossos horários passaram a ser praticamente os mesmos. Some-se a isso, o aumento da carga de trabalho. Flavia precisaria fazer mais horas, mas também não dispõe de tempo na sua agenda, mesmo que lhe arrumassem um novo computador.
Ao analisar o custo-benefício, ela chegou à conclusão de que seria mais vantajoso continuar o curso de manhã e ter tempo para estudar, buscar os filhos na escola e dedicar-se às questões pessoais. Como não precisa do salário para sobreviver e ciente de que não está conseguindo dar conta da demanda de trabalho, achou melhor ir embora.
Os detalhes sobre sua demissão somente saberei amanhã, mas tudo indica que será necessário encontrar alguém que seja bilíngue, ou seja, fale e escreva espanhol e inglês para substituí-la. Com o seu desligamento, Flavia engrossa a fila dos funcionários que, desde abril e empurrados pela crise econômica, deixaram a empresa. Enfim, mais uma que se foi.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Marcha

Desde que deixei São Paulo, em julho do ano passado, abandonei as atividades físicas. Nunca fui nenhuma amante dos esportes, mas há pouco mais de um ano comecei a fazer caminhadas perto de casa, no parque da Água Branca. Com o tempo, tomei gosto e passei a alternar caminhadas com corridas, além de alongamentos e alguns exercícios para tonificar o abdômen. Confesso que para uma sedentária como eu, os exercícios diários tiveram um resultado muito benéfico, especialmente porque reduziram drasticamente os sintomas da TPM e melhoraram demais minha disposição e humor. Sem contar os resultados no próprio corpo, perceptíveis depois de alguns meses de exercícios cotidianos.
Mas, ao chegar em Montreal, a coisa descambou. Com a cabeça e o espírito muito mais preocupados em dar conta de tantas informações novas, larguei de vez as caminhadas. É bem verdade que ando muito por aqui, mas nada comparado quando você realmente se concentra numa atividade física, presta atenção ao seu corpo. Passear, flanar, ajuda, mas acredito que um resultado mais eficaz acontece somente com uma prática esportiva regular.
Tudo isso para dizer que hoje retomei minhas caminhadas. Ainda não encontrei um parque que me agrade, mas as ruas de Montreal no verão são tão arborizadas e aprazíveis que estou chegando à conclusão de que mais vale a pena andar na rua mesmo e aproveitar para apreciar a arquitetura da cidade. Além disso, há a vantagem de as calçadas não serem esburacadas, permitindo que você ande com segurança e sem ter de olhar por onde pisa.
Aliás, essa é uma das vantagens de caminhar e correr, ou seja, você pode fazer em qualquer lugar do mundo, não gasta nada e, de sobra, ainda admira a paisagem, vê as pessoas, espairece. Talvez por isso nunca tenha me acostumado às academinas de ginástica, lugares fechados, barulhentos e sem nenhuma vista. Gosto mesmo é da rua! E, para inaugurar meu retorno às ruas, hoje caminhei uns 40 minutos, fiz alongamentos antes e depois da marcha e algumas séries de abdominais. Acho que por hoje está bom.

domingo, 9 de agosto de 2009

Domingo no Parque

Imagens do domingo no parque La Fontaine com Rodrigo (de camiseta verde) e Jorge. Acima, foto de uma desconhecida em momento relax.

Feito Camelos

Andamos, eu, Rodrigo e Jorge, feito camelos. Para quem não sabe, os meninos são de Brasília e aqui estão há cerca de um mês. Nossa tarde começou no mercado Jean Talon, um grande e belo mercado municipal perto de casa. Depois, partimos para o Biodome, uma espécie de zoológico onde é reproduzido quatro dos maiores ecossistemas da América: floresta tropical, Laurentienne, Saint Laurent marinho e o mundo ártico.
Em seguida, uma esticada até o parque La Fontaine. Depois de muita andança, fomos comer no Patati Patata e ainda sobrou energia para tomar um café no La Chilenita, uma casa de empanadas e cozinha latino-americana. Finalmente, haja mais perna para pegar o metrô e voltar para casa. Ufa!!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Por Supuesto!

François, o filho mais novo de Ginette, minha locatária, desembarcou em Montreal no último domingo, vindo diretamente de Toulouse, cidade francesa onde mora há cerca de 7 anos com sua namorada. Ele ficará duas semanas em casa. Conheci-o no Natal do ano passado, quando veio passar as festas de final de ano no Quebec. Hoje, no café da manhã, conversamos um pouco, mas acho que será preciso mais algumas visitas para que ele não confunda as minhas origens, pois François mistura tudo. Ora me pergunta coisas sobre o Japão, ora sobre os portugueses. Depois, coloca os asiáticos no meio, os brasileiros, emenda tudo com a França e o Quebec e finaliza me perguntando se falo espanhol. Por supuesto!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Francofolies

Começa hoje o festival Francofolies de Montreal.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

25/07/2009

No dia 25 de julho de 2008, desembarcava em Montreal. Hoje, completo um ano por essas bandas e, desde então, muita coisa aconteceu! Estou satisfeita com o que vivi até agora, contente por ter me proporcionado essa experiência e pronta para seguir em frente. Alors, on y va!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ai, ai...

Está tudo tão paradinho por aqui, né?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Gente Nova No Pedaço

Tem gente nova no pedaço. Desde anteontem, dois rapazes passaram a dividir o escritório com nossa pequena equipe de trabalho. Ou melhor, com a meia dúzia de gatos pingados que sobrou depois da onda de demissões que abalou minha empresa há cerca de três meses. Como sempre, ninguém nos informa sobre nada ou manda um aviso anunciando as mudanças. Sim, por aqui, ou ao menos no meu trabalho, você somente se dá conta de que alguma coisa mudou quando tudo já aconteceu. E foi assim que percebi as duas novas criaturas que agora fazem parte da nossa paisagem.
Pelo que entendi, eles são de outra empresa e ali chegaram apenas para dividir o mesmo espaço. Para nossos padrões brasileiros de trabalho, essa divisão de território soa um tanto quanto estranha. Mas, como nos tornamos um grupo enxuto e deve ter pesado no bolso o pagamento do aluguel, acredito que alguém tomou a decisão de dividir os gastos da imensa sala onde estamos.
Assim, os novos coleguinhas ocupam agora a parte da frente do escritório, logo na entrada, enquanto nós fomos instalados mais no fundão. O mais curioso de tudo isso é perceber que, embora estejamos todos num mesmo ambiente, nenhum dos dois grupos se fala. É como se houvesse uma separação imaginária, muros ou paredes invisíveis que nos separam. Aliás, os dois novos funcionários recém chegados se comunicam o tempo todo em inglês, ou pelo menos nunca os escutei pronunciar um simples oui.
Da minha parte, dei uma risadinha para o time de lá e um dos rapazes até que foi receptivo. Chamo isso de network, pois como minha situação continua incerta no meu emprego, acho que não custa nada ser amigável e fazer a política da boa vizinhança com os novos amiguinhos. Vai que numa hora dessas eu tenho de sair do fundão da empresa e passar para a frente do escritório.

O Gato Comeu!

Cadê o verão que tava aqui?????? O gato comeu!!!!!!! A chuva deu uma trégua hoje, mas promete voltar firme e forte a partir de amanhã com seu inconfundível ventinho "fresco" soprando nas orelhas. Definitivamente, o santo que se ocupa do tempo aqui no Quebec não deve ser da ala francesa e, portanto, católica. Será, então, que é o lado inglês que importou esse chuvinha da Inglaterra????

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vida Boa

Gigi, minha locatária, saiu de férias por dois dias e só volta na quinta-feira à noite. Ficarei sozinha em casa por esses dias. Ai, essa vida boa é tão chata!

domingo, 12 de julho de 2009

Programinha de domingo

Hoje, foi o último dia do Festival Internacional de Jazz. O espetáculo de encerramento contou com a apresentação de Ben Haper e o público compareceu em massa. Eu fui ver o show na companhia de Rodrigo, que chegou há duas semanas em Montreal, e Jorge, em sua primeira visita pela cidade depois de desembarcar ontem por aqui. Ambos são de Brasília. Falamos bastante português, rimos e terminamos a noite num café 24 horas. Programinha sossegado para um fim de domingo levemente chuvoso.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quando as Pessoas Circulam

A essa hora, Nathalie deve estar chegando em Paris. Eu e Samir fomos ao aeroporto hoje à tarde nos despedir pela última vez. Fazia um calor forte em Montreal, dia ensolarado como há muito não se via. Rimos bastante e combinamos que em breve ela mandará notícias. Foi uma despedida tranquila, algo divertido e leve como sempre o é com Nathalie.
Uma amiga vai embora e outros chegam. No caminho de volta do aeroporto, falo com Rodrigo pelo celular e marcamos de nos encontrar no metrô Mont Royal para dar uma volta pela cidade. Recém-chegado ao Quebec há apenas uma semana, Rodrigo veio de Brasília e, ao que tudo indica, é um cara do bem. Gosto dessa movimentação, do vai e vem, quando as pessoas circulam.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

À Bientôt, Nathalie

Hoje à noite, sairei pela última vez com Nathalie, minha amiga francesa que conheci logo que cheguei em Montreal. Depois de quase um ano de convivência, amanhã ela volta definitivamente para Paris. Assim como eu, Nathalie chegou no Quebec sozinha, de mala e cuia e aqui desembarcou em 9 de julho de 2008, se não estou enganada. Encontramo-nos pela primeira vez no grupo de conversação inglês-francês e rapidamente nos identificamos.
Desde então, nos tornamos parceiras nas aventuras pelo Quebec, desbravamos a cidade, saímos em busca de novas amizades, passamos pelas quatro estações e principalmente enfrentamos corajosamente o frio mortal de Montreal, além, é claro, de compartilhamos nossas experiências e dúvidas tão comuns quando se está num país estranho. Nathalie foi, sem dúvida, a pessoa com quem realmente consegui romper a barreira das relações superficiais e estabeleci um vínculo de amizade. Foi minha companheira de viagem, minha copine.
Por tudo isso, não estou triste com sua partida. Claro, as despedidas nunca são fáceis, mas entre as milhares de coisas que tenho vivenciado por aqui, aprendi que o desapego talvez seja uma das mais marcantes. Afinal, pessoas interessantes cruzam seu caminho, ficam um tempo precioso na sua vida e depois vão embora fazendo planos de se encontrarem em breve em qualquer outro canto do planeta. E assim selamos nosso voto de amizade e nos despedimos com um singelo à bientôt.

Nathalie em momento zen poucos meses depois que nos conhecemos no Quebec

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vai Tudo Bem

Por aqui, tudo segue com tranquilidade. Prestes a completar um ano em Montreal este mês, diria que depois de um certo tempo, a vida ganha uma rotina, entra nos eixos e as novidades, que antes pipocavam neste blog, tornam-se mais raras. Eis a razão pela qual tenho me ausentado com mais frequência neste espaço, porque nem sempre considero interessante e muito menos inspirador, pelo menos para mim, contar detalhes que sob meu ponto de vista se tornaram corriqueiros.
Isso significa dizer que em casa, vai tudo bem com Ginette. Depois de oito meses dividindo o mesmo teto, acho que conseguimos estabelecer uma relação mais confiável e civilizada. Claro, morar com outra pessoa nunca é fácil, mas dia desses me dei conta de que nossa convivência caminhava bem quando ela expressou sua satisfação ao dizer que me considerava uma pessoa séria e cuja conduta era impecável.
Enquanto a paz reina no nosso lar, Gigi segue firme e forte no seu plano de ataque para encontrar outro namorado. Sim, trata-se de verdade de um plano de ataque, pois posso dizer que minha locatária vai literalmente à luta quando o assunto é conquistar um homem. Vale até investir em livros de auto-ajuda, comprar roupas, participar de palestras de psicólogos-gurus- conselheiros amorosos e, conforme ela mesma não cansa de repetir, lançar mão de uma lista de virtudes que o futuro candidato deve preencher.
Morro de rir quando ela repete: "ele (o futuro namorado) me parece ser interessante, mas ainda tenho algumas coisas para validar". Pois é, lista de supermercado é pouco para Ginette. Pobre daquele que se encantar por Gigi, pois a mulher é osso duro de roer.
No trabalho, sigo com minhas atividades, apesar da crise anunciada e a onda de demissões que assolou a empresa alguns meses atrás. Continuo por aqui, esperando tomar uma bota, mas enquanto isso não acontece, coloco em ação os neurônios Tico e Teco, pois definitivamente não é preciso mais do que isso para executar as tarefas pelas quais sou responsável.
Nas ruas, o verão ainda não deu as caras. O mês de julho está aí mas a chuva tem nos acompanhado desde abril! Ok, sei que não me canso de queixar do clima por aqui, mas confesso que é um duro golpe no ânimo a ausência de sol por tão longo período. Afinal, de outubro a março fez frio e, de abril até agora, chuva todos os dias, céu cinza e temperaturas amenas, para não dizer, frias.
Enquanto aguardo o calor chegar (se é que um dia ele chegará), continuo batendo pernas por Montreal. Desta vez, conhecendo melhor os lugares, ruas e referências. A cidade me parece bastante familiar. Por esses dias, idas e vindas ao Festival Internacional de Jazz, afinal, como terminei meu curso de ingles na McGill, tenho as noites livres para aproveitar as atividades de verão. Enfim, vai tudo bem, apesar das saudades de casa (sinto falta de Sampa!!!) e da solidão, que às vezes aperta.

sábado, 4 de julho de 2009

Chuva

Chove, chove, chove sem parar há uma semana em Montreal. Seria este o verão tão esperado e desejado pelos quebequenses?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fim de Curso

Daqui a pouco, farei a última prova de inglês da Universidade McGill, encerrando, assim, o curso intensivo de verão. Depois, retorno somente em setembro, quando recomeça o ano escolar.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Jazz

Começa amanhã o Festival Internacional de Jazz de Montreal. Para inaugurar esta que será a 30a edição do evento, nada menos que Stevie Wonder. Apesar da chuva que cai por aqui desde o final de semana passado e não dá sinais de que vai cessar até quinta-feira, a cidade está animada. Desde hoje, o metrô começou a anunciar que devido ao excesso de usuários no sistema de transporte previsto para amanhã, a circulação de bicicletas nos trens do metrô está proibida durante todo o dia.
Para saber mais: www.montrealjazzfest.com

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Passa Rápido

Hoje completo 11 meses em Montreal. Passa muito, mas muito rápido!

Sertão Nordestino

Os termômetros marcam 29 graus, mas a sensação térmica é de 36 graus!!!!! O calor do sertão nordestino chegou ao Quebec.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Viva!!!

Hoje é dia da Festa Nacional do Quebec e este blog completa um ano

domingo, 21 de junho de 2009

Verão

Começa hoje o verão

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Passagem Aérea

A fatura do cartão crédito chegou hoje e com ele a cobrança da minha passagem área para o Brasil. Viajo somente em dezembro, mas antecipei-me na compra do bilhete para conseguir preços mais em conta.
Para quem não sabe, uma passagem de Montreal com escala em Toronto e depois rumo a São Paulo, custa, no período de festas do final de ano, cerca de 1300 a 1400 dolares canadenses.
Considero um preço bastante salgado, mas ainda assim é mais em conta do que as passagens com destino às outras capitais brasileiras que, em muitos casos, passam necessariamente por São Paulo para continuar sua rota.
O passagem aérea que comprei agora custou 1084,40 dólares canadenses, já incluídas todas as taxas. Foi o melhor preço que encontrei no site Expedia.com, voando Air Canada para uma viagem cuja data de embarque está marcada para 21 de dezembro. Havia a opção de comprar o bilhete pelas companhias aéreas norte-americanas, que sempre oferecem preços mais vantajosos.
No entanto, como meu visto expira algumas semanas antes da minha partida e teria de desembolsar mais dinheiro para renová-lo, encarar o processo burocrático na embaixada dos Estados Unidos e ainda correr o risco de me ver exposta aos constragimentos que podem ocorrer no aeroportos americanos quando passamos pela imigração, achei por bem desembolsar um pouquinho mais e me livrar dos aborrecimentos. Melhor mesmo é sair e entrar pelo Canadá usando meu visto de residente permanente.
No mais, resta-me esperar os seis longos meses que vem pela frente e torcer para que nenhum imprevisto irremediável atrapalhe meus planos de viagem, pois assim chegarei a tempo para o peru de Natal e a champanhe do Réveillon.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lá Vem o Sol


Devagarzinho o sol vai chegando!

domingo, 14 de junho de 2009

Parc National Mont Saint Bruno

Da esq. para a dir, Clavelle, Samir et Nathalie.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Propaganda Enganosa para Atrair Imigrantes

Dizem os especialistas do tempo que o verão este ano será mais ameno e fresco. Tenho até medo de pensar o que eles consideram como ameno, já que a uma temperatura de 8 ou 9 graus eles vestem short, camiseta e chinelos. Da minha parte, acho que o povo daqui está me enrolando, pois apesar de o verão do ano passado não ter sido muito bom, por conta das chuvas, muitos me animam e desde março explicam que o tempo vai melhorar. Até agora, não senti nada.
Por enquanto, chove há pelo menos um mês, com pequenas aberturas de sol de tempos em tempos, mas a lufada de ventro frio desanima até mesmo os mais otimistas. Começo a desconfiar que aqui não existe sol nenhum e essa história que nos contam sobre as quatro estações bem definidas do Quebec deve ser propaganda enganosa do governo para atrair imigrantes. Desconfiada dessa jogada de marketing, sempre que alguém comenta sobre a chegada do verão, sou a primeira a fazer a antipropaganda e anuncar que ele nunca virá. Estou pensando em usar o argumento do clima para pedir um reembolso ao governo. Será que ganho a causa?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bambu

Você percebe que seu colega de trabalho está mais à vontade contigo quando lança um comentário totalmente fora do contexto e depois prepara a fatídica pergunta. Pois bem, acho que assim tem sido com Mehdi, o colega de trabalho com quem mais converso e o único que me convida para almoçar.
Hoje, voltando do horário do almoço, ele tascou a pergunta: "você pratica algum esporte, alguma atividade física?". Respondi que quando estava no Brasil comecei a fazer caminhada e a correr, mas desde que cheguei aqui, havia parado.
Aproveitando o gancho, ele engatou: "ah, porque eu acho você muito magra". Eu retruquei: "você acha mesmo?" Sem se fazer de rogado, ele insistiu: "sim, você é bem magra". Bom, para uma pessoa como eu que gostaria de ser um pouco mais rotunda e desde que desembarcou em Montreal acredita ter engordado (nunca me pesei por aqui) uns dois ou três quilinhos, o comentário de Mehdi não soou como um elogio.
Ao enfatizar que eu sou beeeeem magra e insinuar que uma atividade física poderia me ajudar a ganhar um pouco mais de forma e sustança, me dei conta de que se não tomar cuidado, posso ser confundida com um bambu e ser arrastada pelos ventos fortes que sopram no Quebec. No final das contas, nem ligo tanto para o comentário de Mehdi, porque nem me considero tão magra assim e tenho certeza que engordei um pouco. Ah, me poupe, logo um homem fazer um comentário desses!!!!

Procriar e Povoar

O aumento do número de imigrantes não impedirá o declínio da população do Quebec. Ao contrário, poderá até mesmo acentuá-lo. É o que afirma Guillaume Marois em seu mestrado sobre demografia, pela Universidade de Montreal.
Segundo dados publicados hoje no jornal Métro, distribuído diariamente nas estações de metrô de Montreal, o Quebec acolheu em 2006, 45 mil imigrantes, 50% a mais que em 2000. Para o triênio 2008-2010, a previsão era de receber 50 mil imigrantes em 2008 e 55 mil em 2010. Esse aumento, de acordo com a ministra da imigração e das comunidades culturais, Yolanda James, tem como objetivo retardar o declínio da população.
Essa afirmação, porém, é contestada por Guillaume Marois. "O critério mais importante em matéria de substituição da população é o índice sintético de fecundidade (ISF). Calcula-se que cada mulher deve ter, em média, 2,1 filhos para que seja possível a renovação da população. No Quebec, no entanto, o ISF é de apenas 1,6 filhos. SE continuar nesse ritmo, a população começará a decrescer em 2035", afirma Marois.
Para explicar sua tese, Marois acredita que a idade média dos imigrantes que chegam ao Quebec é elevada (30 anos) e que boa parte dos que aqui desembarcam não terão filhos. Além disso, uma grande proporção dos imigrantes (até 20%, de acordo com algumas estimativas) decidem deixar o Quebec assim que seu estatuto é regularizado.
Some-se a isso o fato de que muitos imigrantes acabam adotando rapidamente os hábitos do seu novo país em matéria de natalidade, ou seja, têm menos filhos do que se estivessem em seu país de origem. Resultado: a taxa de fecundidade continua a mesma, com ou sem imigrantes.

domingo, 7 de junho de 2009

Sem Pretensões

O final de semana começou sem muitas pretensões ou grandes planos, apenas um convite para a festa de Alicia, pianista norte-americana que descobriu a música brasileira e desde então tem verdadeiro amor pelo Brasil. Chegou ao ponto de me dizer que nasceu no lugar errado, pois sua alma é brasileira. Fala português e aprendeu o idioma de tanto ouvir as músicas brasilerias, sabe sambar, dançar forró, guarda uma bandeira do Brasil em casa e tem um gosto pelas músicas brasileiras bastante apurado.
Conheci-a no final de semana passado e desde então ela havia me convidado para uma pequena reunião em sua casa. Claro, foi bastante agradável, conheci outras pessoas que também gostam bastante do Brasil e fiquei por ali, jogando conversa fora até tarde com Alicia.
A festa começou à noite, mas até chegar lá, várias surpresas se anunciaram no meio do caminho. De manhã, telefonema de Ale, minha amiga de Nova York. Ficamos três horas falando ao telefone. Conversamos tanto, tanto e ainda ficou assunto pendente. Depois, visita surpresa de Nathalie e Edith, que estavam no meu bairro andando de bicicleta e aproveitaram para me dar um alô. Em seguida, outra ligação, desta vez de Martin. Bom, ainda não o conheço pessoalmente, mas a gente se fala por telefone. Enfim, longa história, um dia talvez conte detalhes.
Recebi também outra chamada de Adriana, me convidando para a Festa da Cerveja que terminou hoje em Montreal. Como já tinha a festinha da Alicia programada, combinei que falaria com Dri mais tarde para saber onde ela e Leticia, outra amiga brasileira, estariam. Acabei dando os canos nas meninas, pois fiquei até bem mais tarde do que o previsto conversando com Alicia. Quando voltei para casa, recado de Kais, argelino que conheci há alguns finais de semana. Estamos tentando nos falar, mas ainda não conseguimos ajustar nossos ponteiros, pois ou eu não estou em casa, ou o celular dele está na caixa postal. Não tenho celular e confesso que estou gostando muito dessa experiência de não ter um telefone.
Para terminar o final de semana, hoje fizemos um piquenique no canal Lachine. A idéia partiu de Samir e fomos eu, Nathalie, Akim, Steve e Clavel com nossas comidinhas. Tudo bem, o tempo não ajudou, fez frio e ameaçou chover, mas nosso piquenique foi farto e divertido. Vamos repetir a dose quando o sol se manifestar de verdade.

Eu (à dir) e Nathalie em momento desfile de moda primavera-verão para apresentar a coleção piquenique no parque. Ao fundo, o canal Lachine.