domingo, 30 de agosto de 2009

Deu um Pé na Bunda e Foi às Compras

Se você perguntar a uma mulher se ela prefere um homem ou uma tarde inteira de compras no shopping, é possível que muitas escolham a segunda opção ou, no mínimo, hesitem no momento de dar a resposta. No caso de Ginette, minha locatária, um banho de loja no final de semana foi o suficiente para que ela recuperasse a moral depois de ter terminado o namoro na última quinta-feira. Cansada do cara aparentemente chato e grosseirão, Gigi deu um pé na bunda do sujeito e foi às comprar para lavar a alma. Quando chegou em casa e depois de ter me mostrado todos os modelitos (inclusive me fez experimentar seu casaco de outono que é simplesmente lindo!), exclamou: "Ai, eu precisava disso. Estou me sentindo melhor agora"!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

High School

Hoje foi dia de teste de inglês na escola pública onde, além da universidade McGill (esta, privada), estudo inglês. O objetivo era saber se tinha condições de pular um nível e ir direto para a high school. Deu tudo certo, passei e as aulas começam, tanto na Mcgill como na escola pública, em 1 de setembro e devem terminar no começo de dezembro ou no máximo na segunda semana. Depois, fico por conta da minha desejada viagem ao Brasil, onde permanecerei por um mês. Retorno a Montreal somente em 2010. O tempo é veloz!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sac du Paul

Sacola que ganhei de Rodrigo, meu amigo de Brasîlia. Trata-se do sac du Paul, personagem de história em quadrinhos que conta as aventuras de Paul no Quebec. Aliás, leitura divertida e instrutiva para quem quer aprender o jeito de ser e os hábitos dos quebequenses. Cada lado da sacola é de uma cor diferente. Escolhi lilás e verde, como você pode perceber nas fotos que ilustram esse post.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Resposta Sai Na Sexta

Depois do anúncio da saída de Flavia, minha colega de trabalho, Adrien, nosso chefe, decidiu fazer hoje uma rápida reunião para nos atualizar sobre os últimos acontecimentos na empresa onde trabalhamos e que está em processo de venda desde abril. O asssunto, pelo que percebi, é tratado em absoluto sigilo, e eu e Flavia quase nunca ficamos sabendo de nada do que acontece nos bastidores. Somos café pequeno, diria minha colega.
O fato é que o pedido de demissão de Flavia não foi aceito. Nosso chefe pediu para que ela encontrasse outra alternativa, visto que ela estava com dificuldades para dar conta da demanda de trabalho, insatisfeita em dividir o mesmo computador comigo e outros detalhes que, no final das contas, não valiam a pena o esforço. A saída oferecida por minha colega foi trabalhar duas vezes por semana no escritório e os demais dias em casa.
Isso não exclui o fato de terem de arrumar outro computador para que ambas trabalhem no ritmo necessário para evitar o acúmulo de tarefas, especialmente nos dias em que ela trabalhar no escritório e tiver de dividir a mesma máquina comigo. Resultado: parece que a chefia aceitou a proposta dela. Agora, resta apenas saber se vão mesmo colocar em prática o que ficou combinado.
Entre um acerto e outro, falou-se também sobre o processo de venda da empresa. São quatro os compradores, todos de grosso calibre, e ao que parece a resposta definitiva sairá nesta sexta-feira. Segundo nos explicou o chefe, seja qual for a empresa que assumirá o comando, ficou acertado o compromisso de manter a atual equipe.
Aqui entre nós, acho isso pouco provável, pois raras (para não dizer nunca) foram às vezes que vi uma empresa em processo de aquisição manter o time anterior. O processo é sempre de mudança e isso implica também fazer a transição entre a antiga equipe e os novos funcionários que chegam.
Da minha parte, resolvi ficar até o fim, pois se aguentei até agora, não vou me afobar e começar a bater pernas e braços desesperadamente com medo de me afogar. Vou na marola, boiando ao sabor das ondas. Quem sabe não me jogam um colete salva-vidas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Paquera Como Condicionamento Físico

Uma das vantagens de fazer caminhadas em parques não é somente malhar ao ar livre. Em lugares públicos como esses, a paquera também faz parte do bom condicionamento físico. Seja em São Paulo ou Montreal, um sorriso cordial ou um simples bonjour são a senha para que, na próxima volta na pista, o seu alvo da paquera ou aquele(a) que está te paquerando, tente uma aproximação.
Você pode dar uma de durona, fingir que não é contigo e seguir concentrada na sua atividade física ou fazer uma pausa de 5 minutos para recuperar o fôlego e deixar o paquera puxar papo.
Eu, curiosa que sou e sempre interessada nas pessoas e nas histórias, opto, na maior parte das vezes, pela segunda alternativa. Às vezes, o sujeito que está te paquerando é mais feio do que o capeta de ressaca, mas se ele me lança perguntas, quer interagir e não banca o otário, respondo com prazer, a despeito da ausência de dotes estéticos.
E foi nesse contexto que hoje troquei meia dúzia de palavras com Hacène, um homem por volta de seus 40 e poucos anos que estava tomando a brisa do final da tarde no mesmo parque onde tenho feito minhas caminhadas. Simpáticos e cordiais que são os quebequenses, quando me viu, cumprimentou-me com um sorriso. Mais tarde, enquanto terminava minha séria de exercícios, aproximou-se e perguntou: você sempre caminha com essa motivação mesmo no final da tarde, depois do trabalho e com esse calor terrível?
Respondi que justamente por fazer muito calor, prefiro me exercitar ao pôr do sol, já que no verão demora mais para escurecer. Aí, a conversa enveredou-se para as perguntas clássicas: quanto tempo eu pratico esportes, qual a atividade que faço no inverno, uma vez que os parques ficam cobertos de neve, quantas vezes por semana vou ao parque e se o frequento sempre nos mesmos horários (essa informação é valiosa, pois permitirá ao seu paquera saber quando poderá encontrá-la novamente), quais as atividades físicas que faço ali, etc. Enfim, Hacène está bem longe de ser o meu futuro personal trainer ou seja lá o que for, mas entre um passo e outro, a gente se diverte!

domingo, 16 de agosto de 2009

Lesma Gotejante

Lembra-se que eu não parava de reclamar do tempo chuvoso e da ausência prolongada do sol em pleno verão? Pois bem, há uma semana não cai uma gota de chuva e o sol está radiante lá fora. Hoje, os termômetros marcam 29 graus, mas com o fator umidade, a sensação térmica é de 36 graus! Teoricamente, suportaria bem esse clima se estivesse em São Paulo, afinal, esta é a temperatura média do verão paulistano.
Por aqui, no entanto, fico parecendo uma lesma gotejante, pois transpiro bicas e minha energia se evapora com a umidade. Para os québécois, então, é um escândalo nacional!!!! Apesar de tudo, não reclamo, pois daqui a pouco o inverno está de volta. Amanhã, a previsão é de 32 graus, sem contar o fator umidade! O calor deve continuar durante toda a semana.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bis

Outro dia, comentei com minha amiga Laila, brasileira que mora em Montreal há pelo menos uns 2 anos e que me recebeu logo quando cheguei aqui, que não era possível viver plenamente sem um chocolate Bis. Não sou nenhuma fissurada por chocolate, mas acho que o Bis tem um apelo emocional forte. E, detalhe, tem de ser o Bis azul, o tradicional.
Daí que Laila lembrou-se da minha frase e de volta do Brasil há algumas semanas, me presenteou com uma caixinha de Bis. Muito fofa essa Laila, viu! Claro, nao resisti, abri a caixa na hora e comi uns 3 Bis. Mais tarde, encontrei-me com Jorge e Rodrigo, amigos de Brasília. Mostrei meu presente para eles e ofereci mais Bis. Eles nao resistiram, abriram um sorrisão e comeram o Bis na hora.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais Uma Que Se Foi

Flavia pediu as contas. Ou melhor: anunciou-me sua decisão de deixar o emprego poucos minutos antes de eu ir embora e nem sequer tinha comunicado o fato ao nosso chefe. Sua opção por abandonar o trabalho não está somente ligada exclusivamente à falta de recursos da empresa. Para quem não sabe, eu e Flavia dividimos o mesmo computador. No começo, era possível nos organizarmos. Afinal, Flavia tinhas as manhãs livres e podia cumprir sua obrigação durante esse período. Eu me ocupava do serviço na parte da tarde.
Porém, desde que começou a estudar, as coisas se complicaram, pois já não há mais como buscar outras alternativas para ajustar nossos horários. Resultado: nem sempre há computador para ambas trabalharem porque, evidentemente, nossos horários passaram a ser praticamente os mesmos. Some-se a isso, o aumento da carga de trabalho. Flavia precisaria fazer mais horas, mas também não dispõe de tempo na sua agenda, mesmo que lhe arrumassem um novo computador.
Ao analisar o custo-benefício, ela chegou à conclusão de que seria mais vantajoso continuar o curso de manhã e ter tempo para estudar, buscar os filhos na escola e dedicar-se às questões pessoais. Como não precisa do salário para sobreviver e ciente de que não está conseguindo dar conta da demanda de trabalho, achou melhor ir embora.
Os detalhes sobre sua demissão somente saberei amanhã, mas tudo indica que será necessário encontrar alguém que seja bilíngue, ou seja, fale e escreva espanhol e inglês para substituí-la. Com o seu desligamento, Flavia engrossa a fila dos funcionários que, desde abril e empurrados pela crise econômica, deixaram a empresa. Enfim, mais uma que se foi.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Marcha

Desde que deixei São Paulo, em julho do ano passado, abandonei as atividades físicas. Nunca fui nenhuma amante dos esportes, mas há pouco mais de um ano comecei a fazer caminhadas perto de casa, no parque da Água Branca. Com o tempo, tomei gosto e passei a alternar caminhadas com corridas, além de alongamentos e alguns exercícios para tonificar o abdômen. Confesso que para uma sedentária como eu, os exercícios diários tiveram um resultado muito benéfico, especialmente porque reduziram drasticamente os sintomas da TPM e melhoraram demais minha disposição e humor. Sem contar os resultados no próprio corpo, perceptíveis depois de alguns meses de exercícios cotidianos.
Mas, ao chegar em Montreal, a coisa descambou. Com a cabeça e o espírito muito mais preocupados em dar conta de tantas informações novas, larguei de vez as caminhadas. É bem verdade que ando muito por aqui, mas nada comparado quando você realmente se concentra numa atividade física, presta atenção ao seu corpo. Passear, flanar, ajuda, mas acredito que um resultado mais eficaz acontece somente com uma prática esportiva regular.
Tudo isso para dizer que hoje retomei minhas caminhadas. Ainda não encontrei um parque que me agrade, mas as ruas de Montreal no verão são tão arborizadas e aprazíveis que estou chegando à conclusão de que mais vale a pena andar na rua mesmo e aproveitar para apreciar a arquitetura da cidade. Além disso, há a vantagem de as calçadas não serem esburacadas, permitindo que você ande com segurança e sem ter de olhar por onde pisa.
Aliás, essa é uma das vantagens de caminhar e correr, ou seja, você pode fazer em qualquer lugar do mundo, não gasta nada e, de sobra, ainda admira a paisagem, vê as pessoas, espairece. Talvez por isso nunca tenha me acostumado às academinas de ginástica, lugares fechados, barulhentos e sem nenhuma vista. Gosto mesmo é da rua! E, para inaugurar meu retorno às ruas, hoje caminhei uns 40 minutos, fiz alongamentos antes e depois da marcha e algumas séries de abdominais. Acho que por hoje está bom.

domingo, 9 de agosto de 2009

Domingo no Parque

Imagens do domingo no parque La Fontaine com Rodrigo (de camiseta verde) e Jorge. Acima, foto de uma desconhecida em momento relax.

Feito Camelos

Andamos, eu, Rodrigo e Jorge, feito camelos. Para quem não sabe, os meninos são de Brasília e aqui estão há cerca de um mês. Nossa tarde começou no mercado Jean Talon, um grande e belo mercado municipal perto de casa. Depois, partimos para o Biodome, uma espécie de zoológico onde é reproduzido quatro dos maiores ecossistemas da América: floresta tropical, Laurentienne, Saint Laurent marinho e o mundo ártico.
Em seguida, uma esticada até o parque La Fontaine. Depois de muita andança, fomos comer no Patati Patata e ainda sobrou energia para tomar um café no La Chilenita, uma casa de empanadas e cozinha latino-americana. Finalmente, haja mais perna para pegar o metrô e voltar para casa. Ufa!!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Por Supuesto!

François, o filho mais novo de Ginette, minha locatária, desembarcou em Montreal no último domingo, vindo diretamente de Toulouse, cidade francesa onde mora há cerca de 7 anos com sua namorada. Ele ficará duas semanas em casa. Conheci-o no Natal do ano passado, quando veio passar as festas de final de ano no Quebec. Hoje, no café da manhã, conversamos um pouco, mas acho que será preciso mais algumas visitas para que ele não confunda as minhas origens, pois François mistura tudo. Ora me pergunta coisas sobre o Japão, ora sobre os portugueses. Depois, coloca os asiáticos no meio, os brasileiros, emenda tudo com a França e o Quebec e finaliza me perguntando se falo espanhol. Por supuesto!